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sexta-feira, 4 de abril de 2014

ARTE RUPESTRE: ler, entender e produzir - Textos

Textos produzidos por alunos, com base em pinturas rupestres.



Uma inesquecível história de amor
Francineyde Ferreira

Há muitos e muitos anos, existiu, na Terra, um casal muito apaixonado. Eles se conheceram acidentalmente, num dia frio e escuro. Ela estava fugindo de um enorme animal, cuja espécie não se sabe ao certo, quando de repente bate em um moço alto, de cabelos lisos, com um sorriso apaixonante. Automaticamente eles se apaixonaram.

Alguns dias depois, eles resolveram “juntar os trapos” e assim o fizeram. Anos se passaram e num certo dia, eles estavam em uma cerimônia de confraternização daquele povo, quando um homem de bonita aparência se aproximou para “chavecar” aquela mulher, mas o marido dela não gostou disso e pulou no homem, que reagiu, pegando uma lança e mirando no marido. Ela, assustada, mas num reflexo impensado, se jogou na frente e a lança a acertou em cheio.

O marido viveu sozinho o resto da vida. E lembrava do ato heroico de sua amada todos os dias. Em sua homenagem, ele gravou um desenho deles dois numa pedra para que todos lembrassem de sua história de amor.



A vergonha dos Caçadores
José Alves da Silva Júnior

Certa vez, um grupo de caçadores se reuniu para a caçada do dia, mas como eles não avistaram nenhum animal, começaram, um de cada vez, a contar suas glórias de caçador.
O primeiro falou:
- Eu sou o mais valente, matei um búfalo.
Os amigos retrucaram e falaram que era história dele, pois viram quando ele fugiu ao ver o búfalo.
E um a um iam contando suas histórias, mas sempre alguém do grupo afirmava e provava que era invenção.
Até que chegou a vez do último caçador contar suas glórias. Ele, muito quieto, falou:
- Eu não me vanglorio, pois aqui onde vivemos e caçamos só tem animais de pequeno porte.


A viagem
Pedro Araújo

Há muitos anos, um grupo de pessoas saiu para caçar o seu alimento. Dentre os caçadores, estavam um pai e um filho. Eles saíram pela manhã rumo ao norte. 

No trajeto, eles teriam que passar por três obstáculos para chegar ao Vale das Árvores. No primeiro obstáculo, eles tinham que passar por um rio com correnteza demasiada grande. Eles disseram que daria para passar, no entanto, não perceberam que no meio do rio havia um grande declive, onde se afogaram oito dos dezenove que tinham saído nessa aventura. 

O líder do grupo, ao chegar ao outro lado do rio, fez um desenho em uma pedra em homenagem à bravura dos que morreram. 

O segundo obstáculo era passar por um local que tinha muita areia movediça, em que ficaram para trás outros sete homens. O líder, para mostrar a bravura dos que ficaram ali, fez uma fogueira com sabugueiro e dançaram em volta do fogo. 

Por fim, eles teriam que passar pelo Vale da Morte, onde ficavam os animais mais perigosos da época. Os caçadores tentaram se camuflar na mata, quando tiveram uma terrível surpresa: era um animal colossal, nunca antes visto pelo homem. O líder, então, porque tinha mais habilidades na caça, foi por trás do terrível monstro, com muita destreza subiu nele e desferiu um golpe fatal. 

Passados os obstáculos e chegando ao local desejado, eles encontraram uma enorme caverna em cujas paredes desenharam toda a história dessa aventura.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Ebook "Chapeuzinhos et cetera e tal"

Neste post, compartilho com vocês o resultado do Projeto "Contos de Fadas e Intertextualidade". 


Ebook: Chapeuzinhos Et Cetera e Tal



Clique aqui para fazer o download do ebook.
 E-book Chapeuzinhos Et Cetera e Tal


sábado, 18 de janeiro de 2014

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Parte V

Procedimentos Metodológicos

Aulas 11 e 12

Preparação:


De posse de todas as fichas utilizadas pelos alunos na coleta dos dados com os professores entrevistados, crie um documento no Microsoft Excel com as informações obtidas, para poder, a partir desses dados, criar os gráficos que mostram os resultados da pesquisa. 

  • Lembre-se que esta atividade pode ser feita em conjunto com os alunos na sala de aula (Mas isso fará com que seja necessário ampliar o número de aulas desse projeto). Certamente que muitos deles podem saber utilizar o Excel com maior habilidade, ou podem conhecer outro software com as mesmas funcionalidades. Além disso, os alunos se sentirão mais valorizados por fazerem parte do processo de produção.


Sugestão:

Exemplo 1
Clique na imagem para vê-la ampliada.

Exemplo 2



Nestas aulas, com todos os textos dos grupos revisados, digitados e copiados, organize as carteiras em círculo, distribua as cópias dos contos e faça uma roda de leitura com os alunos. 
  • Se os alunos tiverem o Tablet Educacional, compartilhe o arquivo (.doc ou .PDF) dos textos via Bluetooth ao invés de distribuir as cópias impressas.
  • Aproveite este momento para, também, verificar se não ficou nenhum problema nos textos que precise de correção.


Reserve os 15 minutos finais da última aula (se possível) para planejar com os alunos a produção de um e-book com os textos deles. Convide aqueles alunos(as) que adoram desenhar, para fazer o desenho da capa e as ilustrações dos contos.

Desenho do aluno Tiago Gomes, 1º ano B - 2013.

Como sugestão, organize todos os textos em um único arquivo do Microsoft Word:
  1. Insira a imagem da capa na primeira página (Se você ou algum aluno tiver domínio de algum software de edição de imagens, utilize-o para editar uma capa bem bonita).
  2. Coloque o nome dos envolvidos e suas funções.
  3. Faça uma boa apresentação do projeto.
  4. Insira o sumário.
  5. Organize os textos (com os nomes dos autores).
  6. Inclua algum texto seu, professor, com a mesma temática.
  7. Caso ache necessário, produza um capítulo com o relatório do projeto desenvolvido.
  8. Finalize, salvando como PDF (baixe o complemento da Microsoft para salvar como PDF, clicando aqui) e compartilhando com os alunos da turma e, se quiser, de toda a escola (você pode disponibilizar o e-book no grupo do Facebook de sua escola - se tiver um)

  • Caso queiram e encontrem algum apoio da direção da escola, organize um momento para o lançamento do e-book. Um bolo simples e alguns salgados, acompanhados daquela Coca-cola bem geladinha "cai bem demais". Este momento servirá para estreitar ainda mais o relacionamento com os alunos e também como prêmio para todos pelo sucesso do projeto.


E fim!


Em breve, faremos um tutorial detalhado sobre como preparar uma apresentação na sala de aula utilizando o Teatro de Sombras.

Apresentação do Teatro de Sombras

Um grande abraço e muito sucesso!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Gênero Textual: História em Quadrinhos

 FICHA DE TRABALHO DOCENTE

Área do conhecimento:

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Tema a ser trabalhado:

História em Quadrinhos

Objetivos:

·  Ler e compreender uma história em quadrinhos.
·  Compreender a sequência narrativa pelo contexto do texto.
·  Entender o que é uma HQ e perceber suas características.
·  Conceituar e identificar Frase.
·  Reconhecer no texto: Frase, oração, período.
·  Entender os tipos de balões e as sequências de diálogos.
·  Ampliar os saberes que os alunos já possuem sobre a temática.
·  Estimular a criatividade e produzir uma HQ com linguagem verbal e visual.

Disciplina(s) envolvida(s):  (  ) Literatura   (X) Gramática   (X) Produção de Texto


Conceitos que devem ser introduzidos:

Sequência Narrativa, Discurso Direto, Linguagem Verbal e Linguagem Não Verbal, Balões de Expressão, Linguagem Conotativa (sentido figurado).

Conceitos que devem ser recuperados:

História em Quadrinhos, Frases, orações, períodos, Ortografia, Pontuação, Lendas.

Fundamentação teórico-metodológica, com referências de apoio:

Os textos abordados serão analisados como resultado final de um processo que conta com a participação de diferentes agentes: o autor, o público, o contexto e os meios de circulação.


Referências Bibliográficas

BOSI, Alfredo (Org.). Cultura Brasileira: temas e situações. São Paulo: Ática, 1987.

CIRNE, Moacy. A explosão criativa dos quadrinhos. Petrópolis: Vozes, 1970.

EGUTI, Claricia Akemi. A Representatividade da oralidade nas Histórias em Quadrinhos. 2011 (Dissertação Mestrado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. USP, São Paulo, 2001.

EISNER, Will. Quadrinhos e arte sequencial. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

KOCH, Ingedore Villaça. Ler e Compreender: os sentidos do texto. São Paulo: contexto, 2006.


Eixo(s) cognitivo(s) priorizado(s):

(X) Dominar linguagens
(X) Compreender fenômenos
(X) Enfrentar situações-problema
(  ) Construir argumentação
(  ) Elaborar propostas


Competências e habilidades que devem ser desenvolvidas:

H1 – Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.

H12 – Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.

H13 – Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.

H14 – Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.

H17 – Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.

H18 – Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.

H21 – Reconhecer, em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.

H25 – Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.

H27 – Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.


Áreas e disciplinas em articulação interdisciplinar:

Matemática e suas Tecnologias.

Matemática.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Ciências Humanas e suas Tecnologias.

Outras disciplinas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.

Arte.


Conceitos e informações que serão trabalhados na articulação interdisciplinar:

Formas geométricas, ângulo, desenho à mão livre.


Estratégias a serem exploradas e recursos necessários a sua execução:

Estratégias

·  Atrair a atenção dos alunos com desenhos de personagens de histórias em quadrinhos mais populares no Brasil.
·  Provocar a curiosidade dos alunos para descobrirem a origem dos heróis das histórias em quadrinhos e para lerem revistas de HQs.
·  Levar para a sala de aula revistas de histórias em quadrinhos.
·  Pedir para que os alunos reorganizem uma história em quadrinhos que foi segmentada e recortada em tiras.
·  Identificar fatores chaves durante a releitura dos textos.

Recursos necessários:

·         Cópias dos textos.
·         Folhas de papel A4.
·         Revistas de Histórias em Quadrinhos.
·         Lápis hidrocor.
·         Lápis de cor.
·         Réguas.

Procedimentos de avaliação:

·  Observar o desempenho dos alunos na execução de atividades voltadas ao reconhecimento dos gêneros textuais em estudo e suas características.
·  Verificar se os alunos conseguem ler com dicção adequada e se compreendem o que leem.
·  Atentar para o interesse e desempenho dos alunos na resolução das atividades propostas.
·  Acompanhar os procedimentos aplicados pelos alunos na resolução das atividades propostas.

·  Verificar se os alunos conseguem se valer de conceitos trabalhados em sala de aula ou de outras disciplinas para interpretarem os textos.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Produção Textual: Redução da maioridade penal

Tema:
A MAIORIDADE PENAL DEVE SER REDUZIDA DE 18 PARA 16 ANOS DE IDADE COMO FORMA DE COMBATER A DELINQUÊNCIA JUVENIL?

(Fonte: Jogo QP Brasil)

Contextualização:


Na imprensa se vê todos os dias artigos, entrevistas e debates sobre esse assunto. A maioria defendendo e poucos contestando. (www.progresso.com.br)

O debate sobre a diminuição da maioridade penal, ou seja, da idade a partir da qual o jovem pode ser responsabilizado criminalmente como adulto, tem se tornado cada vez mais intenso em decorrência de recentes episódios amplamente divulgados pela mídia envolvendo menores. (Fonte: Câmara dos Deputados)

Está previsto em lei um conjunto de normas que determina punições àqueles que cometem crimes. As punições para os jovens de 12 a 18 anos são aplicadas de acordo com a infração e podem variar desde advertências até internação em estabelecimentos correcionais. Já os menores de 12 anos não podem ser julgados nem punidos pelo Estado. Segundo a lei vigente,crianças e adolescentes menores de idade, embora tenham direitos e deveres, só serão considerados adultos e responsáveis pelos seus atos aos 18 anos. (Fonte: Jogo QP Brasil)

Argumentos:


TIPO DE ARGUMENTO
ARGUMENTO FAVORÁVEL


AUTORIDADE
Nos últimos anos, vejo que tem aumentado o número de crimes graves cometidos por jovens menores de 18 anos. Algo precisa ser feito rapidamente. Eliana Justino, jurista.


EVIDÊNCIA
A média de idade da população carcerária brasileira vem caindo nas últimas décadas e hoje está em 23 anos. De 1996 a 2006, aumentou de 4.245 para 15.426 o número de jovens em unidades de internação. Jornal O Brasil e o Mundo.


COMPARAÇÃO
Em países da América do Norte, a maioridade penal varia entre 6 e 14 anos; em alguns países da Europa é fixada em 16 anos; em outros varia entre 10 e 21 anos. Há casos de países em que é o juiz quem decide se o infrator responderá como adulto ou não. Jornal O Brasil e o Mundo


EXEMPLIFICAÇÃO
O número de jovens de 16 anos que já estão envolvidos em crimes graves desde a infância não para de crescer. Além disso, muitos dos que saem das unidades de internação para menores voltam ao crime. Marcela Gomes, revista Jovem Legal.


PRINCÍPIO
Jovens de 16 anos já podem gerar filhos e votar. Se considerarmos que eles agem e pensam como adultos, devemos também julgá-los como adultos. Juliana de Biasi, estudante de direito.

CAUSA E CONSEQUÊNCIA
Como não há punição severa para menores que cometem crimes graves e hediondos, cria-se uma “cultura de impunidade” que, sem dúvida, resulta no aumento constante da criminalidade juvenil. Andréa de Mattos, advogada.
(Fonte: Jogo QP Brasil)

Conclusão - Proposta de intervenção social:


Reforçar a tese e propor uma possível solução para o problema discutido.


Exemplo 1:

"Se um menor que degola a própria mãe não encontra ninguém para acusá-lo diante da Justiça, e promotores, psicólogos e a assistentes sociais se juntam à sua defesa na tentativa de soltá-lo, é mais do que óbvio que essa quase unanimidade em prol do criminoso irá se repetir no caso de jovens adultos de 18 a 29 anos envolvidos em crime. Uma vez que a própria Constituição resolveu considerá-los detentores de direitos especiais e absolutos, é apenas questão de tempo termos um sistema penal ainda mais leniente com o criminoso adulto, bastando que ele tenha menos de 29 anos de idade e seja esse novo "incapaz" criado na Constituição - o que, sem dúvida, irá aumentar a indústria da impunidade, a que mais cresce no País." (Fonte: Jornal Opção)


Exemplo 2:

"A solução não é o Direito Penal, e sim, ao lado de outras políticas públicas adequadas, cumprir o ECA, talvez até mesmo aumentando o prazo de duração de internação para os crimes graves. Porém, para poder cumpri-lo, o primeiro passo é criar estrutura adequada nos estabelecimentos para tal, não os transformando em 'depósitos' de menores infratores, como a realidade tem demonstrado.

Temos que ter em mente dois pontos cruciais: de um lado que a lei em si não resolve nenhum problema e, de outro, que os menores abandonados e infratores serão as principais matérias-primas da violência." (www.progresso.com.br)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Atividade - Compreensão e interpretação de texto

TEXTO BASE
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O Brasil está preparado para receber a Copa Mundo?
Ao término da Copa do Mundo de Futebol da África do Sul, foi ao ar, nos 60 segundos posteriores ao apito final, um filme promocional do renomado cineasta brasileiro Fernando Meirelles convidando a todos para a Copa do Mundo do Brasil.

Por Mauricio Fernandes Lima

Ao término da Copa do Mundo de Futebol da África do Sul, foi ao ar, nos 60 segundos posteriores ao apito final, um filme promocional do renomado cineasta brasileiro Fernando Meirelles convidando a todos para a Copa do Mundo do Brasil.
A transmissão, que chegou a mais de 150 países, faz parte da estratégia de marketing definida para o evento pelo Ministério de Turismo, que inclusive teve um pavilhão em Johanesburgo – a Casa Brasil.
Foi de lá que começou a sair o material para alimentar a mídia internacional, com informações do País ao longo da duração da Copa do Mundo de 2010 (meses de junho e julho de 2010), a qual atingiu o recorde de audiência acumulada em mais de 40 bilhões de espectadores no período.
Aliás, as quatro capitais nordestinas, que serão cidades-sede em 2014 – Salvador, Recife, Fortaleza e Natal - promoveram uma grande festa típica na Casa Brasil.
A maioria das cidades que serão sedes não iniciaram suas obras de modernização ou construção de estádios, aeroportos, de infra-estrutura e hotéis
A oportunidade de sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro – algo que até agora nenhuma nação conseguiu em tão curto período de tempo – irá ajudar muito a projetar o nosso País no exterior e obrigará a realização de um rigoroso cronograma de obras para garantir a infra-estrutura adequada para receber os numerosos visitantes e assegurar a correta realização dos dois mega-eventos esportivos. Essa combinação de eventos deve resultar, de acordo com a empresa de consultoria Value Partners Brasil, em uma injeção de recursos da ordem de R$ 184 bilhões só no período de 2010 à 2014, dos quais R$ 48 bilhões serão destinados diretamente para as obras e R$ 136 bilhões pela recirculação de dinheiro em diversos setores.
Além dos evidentes benefícios em modernização do País, esse esforço concentrado deve contribuir decisivamente para que o número de turistas estrangeiros dobre ou triplique em relação ao número atual (cerca de 5,5 bilhões), até 2016. Porém, para que essa situação seja alcançada, é vital que inicialmente tenhamos bons aeroportos e uma certa facilidade na mobilidade urbana. Muitas ações deverão ser feitas tomadas o mais breve possível nas 12 cidades-sede. Infelizmente, muitas delas estão muito mal planejadas e a grande maioria, atrasada!

Vamos torcer pra tudo dar certo, inclusive a taça !!!!!



ATIVIDADE
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1.       No trecho “Ao término da Copa do Mundo de Futebol da África do Sul, foi ao ar, nos 60 segundos posteriores ao apito final”, a expressão em destaque pode ser substituída por:
A)      Foi lançada
B)       Foi transmitida
C)       Foi arremessada
D)      Foi jogada
E)       Foi promovida

2.       No trecho “irá ajudar muito a projetar o nosso País no exterior”, o termo projetar significa nesse contexto:
A)      Lançar.
B)       Planejar.
C)       Divulgar.
D)      Iluminar.
E)       Estruturar.

3.       Assinale a alternativa que está de acordo com o texto.
A)      Segundo o autor, o Brasil não está preparado para receber a Copa.
B)       Mesmo que as obras estejam atrasadas, o autor acredita que as obras podem ser realizadas.
C)       As obras não serão concluídas, apesar de o autor não ter dúvidas sobre o andamento delas.
D)      As obras serão concluídas, mesmo porque estão atrasadas e isso é normal para o autor.
E)       O Brasil tem que fazer muitas obras de infraestrutura, o que não acontecerá até 2014.

4.       De acordo com o texto, quais são os benefícios em modernização que o país terá, com a Copa do Mundo? 
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5.       A seu ver, em que o governo brasileiro poderia investir esses R$ 184 bilhões? 
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6.       Releia o texto e em seguida responda:

A)      Qual é o gênero textual do texto lido?  ___________________________________________________________

B)       A palavra LÁ, no 3º parágrafo, se refere a quê? _____________________________________________________

C)       Qual é o assunto abordado no texto? ____________________________________________________________

D)      Qual o sentido da palavra torcer no último parágrafo? _________________________________________________

E)      Em que trecho o autor revela preocupação com a organização das obras para a Copa do Mundo? ___________________________________________________________________________

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Uma simples história de amor (Parte I)


Simples assim. E nem tão simples parece. Um dia qualquer de minha lembrança, quando eu passava pela esquina em que fica o açougue, vindo da Rua do Banco do Brasil em direção à Rua do Mercado Público, passa por mim uma menina, uma rosa bailarina. Que estranho lembrar-me disso. Por quê? É tão real aquela bailarina a caminhar em meus pensamentos.


Os dias se passam e minha vida continua vazia, tediosa, amigos, "amigos", trabalho, bebidas, festas, maus conselhos e eu caminho ao abismo. Tinha eu cerca de 25 ou 26 anos, tinha desacreditado da vida, do amor, do que é certo, do que é ter princípios, caráter, sem falar que eu andava muito bravo com Deus. Ora por quê? Pois eu sempre acreditei que valeria a pena o homem se guardar para um amor de verdade. Eu pensava que Deus tinha me reservado um amor de verdade para viver minha vidinha e envelhecer com esse sentimento e morrer e ter um lugar pra sempre e... Havia fracassado em um relacionamento, o primeiro a sério. Pensei por muito tempo que a culpa era minha e de minhas decisões sentimentais, mas não, não era mesmo; a culpa era de Deus. E por que lembrar disso todo santo dia? Ah, a bailarina...

Numa dessas minhas fugas da realidade, convidado por amigos, fui assistir a uma apresentação de arte, teatro, dança, etc. Combinamos, um amigo me apresentou uma cunhada dele, conversamos, olhamos as apresentações e mais uma vez, uma rosa bailarina dança, dança, conduz umas vinte outras bailarininhas rosinhas. Ela era a maior, destacava-se, muito aplaudida. Nunca me esqueço daquela dança, daquele sorriso meio envergonhado.

Volto a minha vida comum, o tempo passa, me envolvo em mil “desvirtuosidades”, lanço-me a precipícios, tento me vingar de Deus, e num dia qualquer em que eu volto de uma festa onde fui tocar guitarra numa banda de forró, em um ônibus vindo de Campina Grande para minha cidade natal, eu simplesmente declino-me a uma depressão, uma crise existencial, um vazio enorme. Vejo agora nitidamente o quão distante eu andei de Deus nos últimos tempos, indiferente ao Seu chamado, aos Seus apelos. Voltei. Voltei ao seio da Igreja de Cristo, a comunhão com minha família, minha mãe, meu pai, meus irmãos e sobrinhos. Comecei a reviver, ou reaprender a caminhar. Porém eu chorava todo dia, sem saber o motivo. Era o monstro da depressão a me incomodar, com o qual lutei bravamente todo dia durante dois anos.

O tempo se passa, claro que passa, e eu me vejo a retomar minha vida, a querer estudar, a mudar de ofício. Invento que quero aprender computação, invento que quero ser o melhor professor de português, e saio inventando. 

Primeiro dia da volta às aulas na minha escola, estou eu lá na primeira aula e mais quarenta e poucos alunos do segundo ano. Uns são novatos, outros já conhecidos, o ensino médio nunca esteve tão repleto de caras novas. Foi exatamente neste dia que reencontrei aquela bailarina rosa, com seus adereços rosa, caderno rosa, e sorriso ainda tímido e quase medroso. O ano letivo prosseguia e eu teimava com os alunos sobre a boa escrita; a bailarina já sorria pra mim. Chego em casa, ligo o computador, leio os e-mails, entro num tal de MSN, olho fotos num dito ORKUT, uma "janelinha" sobe, alguém me adiciona, quer conversar, ou melhor teclar, mas de início é só silêncio.

Após algum tempo, estou eu acessando a internet e a janelinha sobe mais uma vez. Quem era? A bailarina, bem pensado. Era ela sim. Conversamos sobre muitas coisas, sobre gosto musical, Djavan, besteiras, solidão, começamos a nos aproximar, nos víamos na escola de outra forma, não era mais uma aluna, era aquela bailarina, encantadora, amável, tão linda...

É, mas eu tinha um medo, receio, temor, ou o que queira chamar. Não queria me envolver com aluna, eu era muito profissional. Que besteira! Ela cuidou em me envolver, me encantar. Descobrimo-nos por coincidência, ou providência, indo no mesmo ônibus de estudantes para Campina Grande. Ela estudava Espanhol e eu Computação, pois eu não queria ficar à noite só em casa ou na rua, remoendo velhas lembranças ou sofrendo a dor da solidão.

E foi assim por muitos dias, conversávamos besteiras naquele ônibus, sempre íamos em cadeiras separadas. Pela manhã, éramos professor e aluna, à noite éramos amigos. Bem pouco tempo depois numa "teclada" pelo MSN, conversamos sobre o que pensávamos um do outro. Nisso, como um relâmpago nos desafiamos a olhar nos olhos um do outro. Eu estava na lan-house de um amigo, sozinho, tomando conta de tudo pra ele; ela estava em casa e saiu de imediato para me encontrar. Dissemos "oi". Foi tão diferente aquilo. Ela se aproximou, cheirosa, linda, tão bailarina, rosa, e eu atônito, ela tão nova, eu professor, ela aluna, frio na barriga, tremor nos pés, que sensação tão boa. "Balinha de iogurte?", "Ah, eu quero!", mãos livres, no rosto, nos cabelos, que cheiro bom, que rosto suave, que boca linda, que lábios, que sabor, que calor, respiração, coração a pulsar forte - como agora quando escrevo. Parece que estou revivendo o momento - tão pouco tempo. Senti-me menino outra vez. "Estou vivo", pensei. Posso realmente amar? Será esta uma chance que Deus está me dando de me redimir Consigo?

Retomamos nossa conversa pela internet, passou-se o tempo, nos despedimos, voltamos à normalidade de nossa vida. E eu me pegava a ver as fotos dela pelo ORKUT. Numa dessas vezes, minha mãe e irmã me viram a delirar, ou "babar", como elas mesmas disseram. Eu passava as horas imaginando se daria certo, calculando, muito meticuloso, eu pensava que poderia fazer um plano de aula perfeito em que protagonizássemos um casal feliz, um amor ideal. Contudo eu temia em me decepcionar.

Semanas mais tarde, mais próximos, mais amigos, mais ansiosos por um novo encontro, fugimos: eu, da faculdade, era umas sete e meia da noite; ela, de seu curso. Encontramos-nos próximo à prefeitura de Campina Grande. Conversamos, nos olhávamos bastante e nos beijamos mais uma vez. Eu parecia um adolescente descobrindo os sentimentos, descobrindo estar vivo, apaixonado. E para nossa infelicidade, o ônibus chega e ela tem que entrar nele, eu fiquei, numa tentativa de disfarçar nosso encontro para os demais, mas "estava na cara" que havia algo muito precioso crescendo entre nós.

Dia após dia, nos víamos na escola, conversávamos, balinhas de iogurte, que parecia representar um beijo para nós. No ônibus, eu sentava à frente dela, e ela a mexer no meu cabelo. Todos viam o quanto ela gostava de mim. E eu já gostava demais daquela bailarina, aluna, amiga. 

Numa dessas ideias formidáveis, sua irmã resolve me convidar para dar aulas particulares, com o objetivo de auxiliá-la no vestibular. E todo sábado eu ia a sua casa para dar aulas de redação, gramática, literatura, tomar sorvete, comer salada, etc. No começo eu ia acanhado, mas fui logo me encantando pela família e pelas loucuras de sua mãe. Tornamos-nos cada vez mais próximos, amigos. Mas o medo falou mais alto, a insegurança foi minha inimiga, e não entendo o que me fez dizer a ela, em um dia cinza, que não dava para acontecer nada entre nós. Olhei nos olhos dela, sentados como estávamos no sofá de sua casa, e disse que não tinha como vivermos uma história de amor, éramos tão diferentes. Parti o coração dela com os pedaços do meu. Triste decisão aquela, que me corroeu os ossos e os pensamentos, tirou de ritmo meu pulso. Ficamos amigos, mas nutríamos silenciosamente aquele amor aparentemente impossível.

Alguns meses se passaram... 
(Clique para ver a continuação.)



Kleber Brito

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Intertextualidade - Produção de Poemas


Esta semana, em atividade proposta em sala de aula, os alunos do 1º ano médio da manhã, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Conselheiro José Braz do Rêgo, produziram alguns poemas utilizando como base o poema de Joaquim Manuel de Macedo:

"Mulher, Irmã, escuta-me: não ames,
Quando a teus pés um homem terno e curvo
jurar amor, chorar pranto de sangue,
Não creias, não, mulher: ele te engana!
As lágrimas são gotas da mentira
E o juramento manto da perfídia."

Joaquim Manoel de Macedo

Como exemplo de um texto que claramente "dialoga" com outro texto de uma época diferente, apresentamos o poema de Manuel Bandeira:

"Teresa, se algum sujeito bancar o
sentimental em cima de você
E te jurar uma paixão do tamanho de um
bonde
Se ele chorar
Se ele ajoelhar
Se ele se rasgar todo
Não acredite não Teresa
É lágrima de cinema
É tapeação
Mentira
CAI FORA"

Manuel Bandeira


A proposta da atividade era:

Pode-se perceber que Manuel Bandeira retomou o tema do texto de Joaquim Manuel de Macedo, reescrevendo-o numa linguagem menos formal. 
Produza sua versão deste poema, procurando utilizar uma linguagem mais atual. Caso queira, utilize gírias, termos da internet ou outras expressões, Você também pode escolher outro nome para identificar a pessoa a quem o eu lírico se dirige. E lembre-se de não utilizar palavrões ou insultos.

E o resultado foi:

"Caso chegue alguém pra você
do Norte ou do Sul do país,
te demonstrando muita paixão.
Te liga mulher, isso é furada.
Nos dias de Hoje, quase tudo é furada"

Augusto Brito Barbosa



"Boyzinha, :) !
Se algum carinha quiser te cantar,
te jurar paixão maior que tuas curtidas no face,
ou te dar aliança de ouro e blá, blá.
ÉONDA! Tá te enrolando, 
só quer te usar pra se exibir pra galera, se liga!
Se manda. :)"

Fábio Emanuel



"Menina, se algum vacilão 
quiser bancar o espertinho
te jurar amor,
Cai logo fora!
Porque o pivete vai só te enganar,
te iludir tipo os menininhos que iludem as menininhas
pelo bate-papo do face.
Tô te falando, cai logo fora.
Se não tu vai se dar mal."

Esteves



"Muié, se argum cabra 
bancá o chorador em cima de ocê
e te jurar uma paixão
do tamanho do sertão,
e se ele chorá,
se ele ajoelhá,
se ele matá milhãos por você.
Não cai, boba,
Isso é tapiação
isso é mentira."

José Lucas Vieira Silva



"Teresa, se algum homem
bancar o romântico
pra cima de você
E te jurar um amor 
de 3 metros acima do céu,
Se ele lamentar,
não acredite.
É mentira.

Vai embora
Rapa peito!!!"

Jessika Raissa Mendes



"Maria, meu amor, se algum cabra safado
der em cima de você
ou te prometer aluguel, casa, comida, ou roupa lavada
ou te prometer brilhantes que possivelmente
o safado tenha roubado
Não aceites, pois é mentira.
Ele é 171."

Mayara



"Minha filha, ñ caia nessa tapiação ñ.
Ele só tá querendo te enganar
pois todos os homens são iguais,
se pesar tudo da o mesmo peso na balança.
Fazem cinema de choro,
pra depois meterem uma gaia na gente de novo."

Joyce Kelly



"Minha filha, 
Quando algum playboizinho der em cima de você
dizendo que lhe ama,
não acredite,
pois ele só quer 
que você seja mais uma pra ele.
Pois então,
é mentira
ele tá apenas de caô."

Osmar Silva


Tivemos muitos outros textos, mas estes acima foram os que mais se destacaram. 
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