segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Exercício de Interpretação Textual e conhecimentos gramaticais

Leia o texto para responder às questões que seguem.

(Revista Galileu, nº 278, setembro de 2014. p.22.)



Questão 1. EEEFMCJBR – Profkbrito – 2014
De acordo com o texto, é incorreto afirmar que:
a) Os negros são tidos como violentos.
b) Homossexuais são considerados afeminados.
c) Os negros gays recebem anualmente bem menos do que os negros heterossexuais.
d) A tese defendida é uma hipótese em estudo.
e) A “agressividade dos negros” é neutralizada pela “sensibilidade dos homossexuais”.

Questão 2. EEEFMCJBR – Profkbrito – 2014
Releia o trecho: “... um branco e um negro heterossexuais e um branco e um negro gays.”.

As palavras em destaque foram escritas no plural porque:
I.     o autor do texto cometeu um erro de concordância, e deveriam ser escritas no singular.
II.   os adjetivos em questão referem-se a todos os substantivos que os antecedem.
III.se estivessem escritas no singular estariam se referindo somente ao substantivo mais próximo.

Assinale a alternativa correta.
a)       Apenas I está correta.
b)       I e III estão corretas
c)       Apenas II está correta.
d)       II e III estão corretas.
e)       Todas estão corretas.

Questão 3. EEEFMCJBR – Profkbrito – 2014
De acordo com o texto, com a pesquisa, é possível concluir que:
a)       Se um indivíduo é negro e gay, ele sofre menos preconceito nas ruas.
b)       Se um indivíduo é negro e gay, ele recebe menos do que um negro hétero.
c)       Se um indivíduo é gay e heterossexual, a probabilidade é que sofra mais preconceito em entrevistas.
d)       As 231 pessoas entrevistadas são preconceituosas.
e)       As 231 pessoas sugeriram salários menores para um branco e um negro heterossexuais

Questão 4. EEEFMCJBR – Profkbrito – 2014
No período: “Enquanto os homossexuais com frequência são rotulados como afeminados, os negros são gratuitamente vistos como violentos.”, quais são os sujeitos dos verbos destacados e como podemos classificá-los? Explique.



Questão 5. EEEFMCJBR – Profkbrito – 2014
No trecho “os homossexuais com frequência são rotulados como afeminados”, o termo em destaque pode ser substituído, sem comprometimento de sentido, pela palavra:
a)       másculos.
b)       viris.
c)       vítimas.
d)       agressivos.
e)       efeminados.

*Estas simples atividades foram publicadas para auxiliar outros professores da Educação Básica, bem como estudantes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema SUSTENTABILIDADE SOCIAL: O BEM ESTAR DA SOCIEDADE, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

Texto 1
A sustentabilidade social é um dos mais importantes setores para a mudança nos panoramas da sociedade. O modo de vida pós-capitalista levou não apenas o homem, mas também o próprio espaço urbano a degradações. A desigualdade social, o uso excessivo dos recursos naturais por uma parte da população enquanto a outra cresce desmedidamente são fatores que são extremamente combatidos no âmbito da sustentabilidade social. Pode-se afirmar que a sociedade obedece a relações intrínsecas com os outros setores de base da sociedade (acesso a educação, desenvolvimento das técnicas industriais, econômicas e financeiras, além dos fatores de ordem político e ambiental) então um primeiro passo que deve ser tomado para a resolução dos agravantes sociais é justamente a responsabilidade social e a agregação a sustentabilidade desses setores. (...)
Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade-social/


Texto 2
(...)
Não existirão fórmulas exatas. O desenvolvimento sustentável deverá ter um modelo próprio para cada sociedade do planeta. Os países mais desenvolvidos, onde a igualdade social já é uma realidade, têm um foco muito maior na soluções para os problemas ambientais. Mas em países como o nosso ou na Índia, por exemplo, a inclusão social e a erradicação da pobreza ainda precisam ser tratadas como prioridades na agenda da sustentabilidade.
(...)
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/parceiros-do-planeta/o-brasil-e-a-sustentabilidade-social/



Texto 3





Disponível em: https://rodopiou.wordpress.com/2012/01/14/cherge-iphone-x-iphome/


INSTRUÇÕES 
·          O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
·          O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
·          A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:

·          Tiver até 7 linhas escritas, sendo considerada insuficiente.
·          Fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
·          Apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
·          Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

MANUEL BANDEIRA - EXERCÍCIO

Questão 1
Leia o poema a seguir para responder a questão que segue.

Não sei dançar
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
(...)
 
(Libertinagem, Manuel Bandeira)

Sobre os versos transcritos, assinale a alternativa incorreta:
(A) A melancolia do eu-lírico é apenas aparente: interiormente ele se identifica com a atmosfera festiva do carnaval, como se percebe no tom exclamativo de "Eu tomo alegria!"
(B) A perda dos familiares e da saúde são aspectos autobiográficos do autor presentes no texto.
(C) A alegria do carnaval é meio de evasão para eu-lírico, que procura alienar-se de seu sofrimento.
(D) O último verso transcrito associa-se ao título do poema, pois o eu-lírico não participa, de fato, do baile de carnaval.
(E) O eu-lírico revela, em tom bem-humorado e descompromissado, ser uma pessoa exageradamente sensível.

Questão 2 (Enem 2011)

Estrada
Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,
Interessa mais que uma avenida urbana.
Nas cidades todas as pessoas se parecem.
Todo mundo é igual. Todo mundo é toda a gente.
Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.
Cada criatura é única.
Até os cães.
Estes cães da roça parecem homens de negócios:
Andam sempre preocupados.
E quanta gente vem e vai!
E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:
Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.
Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,
Que a vida passa! que a vida passa!
E que a mocidade vai acabar.
BANDEIRA, M. O ritmo dissoluto. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.

A lírica de Manuel Bandeira é pautada na apreensão de significados profundos a partir de elementos do cotidiano. No poema Estrada, o lirismo presente no contraste entre campo e cidade aponta para

(A)    o desejo do eu lírico de resgatar a movimentação dos centros urbanos, o que revela sua nostalgia com relação à cidade. 
(B)    a percepção do caráter efêmero da vida, possibilitada pela observação da aparente inércia da vida rural. 
(C)    a opção do eu lírico pelo espaço bucólico como possibilidade de meditação sobre a sua juventude. 
(D)    a visão negativa da passagem do tempo, visto que esta gera insegurança. 
(E)    a profunda sensação de medo gerada pela reflexão acerca da morte.

Questão 3 (Enem 2006)

Namorados
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu
[corpo, com a sua cara.
A moca olhou de lado e esperou.
— Você não sabe quando a gente e criança e de
[repente vê uma lagarta listrada?
A moca se lembrava:
— A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moca arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.

No poema de Bandeira, poeta modernista, destaca-se como característica da escola literária dessa época

(A) a reiteração de palavras para a construção de rimas ricas.
(B) a utilização expressiva da linguagem falada em situações do cotidiano.
(C) a simetria de versos para reproduzir o ritmo do tema abordado.
(D) a escolha do tema do amor romântico, caracterizador do estilo literário dessa época.
(E) o recurso ao dialogo, gênero discursivo típico do Realismo.

Questão 4 (Enem)

 “Poética”, de Manuel Bandeira, é quase um manifesto do movimento modernista brasileiro de 1922. No poema, o autor elabora críticas e propostas que representam o pensamento estético predominante na época.
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
[...]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
(BANDEIRAManuel. Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: José Aguilar, 1974)

Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta:

(A)    Critica o lirismo louco do movimento modernista.
(B)    Critica todo e qualquer lirismo na literatura.
(C)    Propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico.
(D)    Propõe o retorno do movimento romântico.
(E)    Propõe a criação de um novo lirismo.


Questão 5

Leia os fragmentos a seguir, extraídos, respectivamente, dos poemas “Profissão de fé”, de Olavo Bilac, e “Os sapos”, de Manuel Bandeira, e assinale a alternativa incorreta.

Fragmento 1

(...)
Invejo o ourives quando escrevo:
imito o amor
Com que ele, em ouro,
 o alto-relevo Faz de uma flor.
 (...)
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.

Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
(...)

Fragmento 2

Urra o sapo-boi:
- 'Meu pai foi rei' – 'Foi!'
- 'Não foi' – 'Foi!' -'Não foi!'

Brada um em assomo
O sapo-tanoeiro:
- 'A grande arte é como o lavor do joalheiro

Ou bem do estatutário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo'.

(A)    No poema de Olavo Bilac, o eu lírico compara o trabalho do poeta com o do ourives, professando a crença parnasiana de que o grande poema é resultado de um minucioso trabalho do poeta com as palavras, as quais devem ser cuidadosamente selecionadas e combinadas segundo uma lógica pré-estabelecida.
(B)    O poema de Manuel Bandeira, escrito em 1918 e lido em uma das noites da Semana de Arte Moderna, empreende uma intensa crítica aos poetas parnasianos que defendem uma linguagem excessivamente formal, prendem-se a regras pré-estabelecidas ligadas à metrificação, às rimas e aos temas clássicos.
(C)    O poema de Manuel Bandeira reforça a estética defendida no poema de Olavo Bilac. Pode-se observar isso no verso "A grande arte é como o lavor do joalheiro", o qual, no contexto em que está inserido, sintetiza a apologia parnasiana da forma.
(D)    Em "Os sapos", Manuel Bandeira põe em prática os ideais da estética modernista não apenas quando critica o modo de poetar dos parnasianos, mas também quando se vale da linguagem coloquial, da sintaxe simples e direta, além de versos livres e do tom leve e bem humorado.
(E)    Os textos de Olavo Bilac e de Manuel Bandeira expressam pontos de vista bastante diferentes no que se refere ao ofício do poeta. No poema deste último, o sapo-tanoeiro simboliza os parnasianos, cuja concepção poética é intensamente ironizada.

Questão 6 (Profkbrito 2015)

Momento num café – Manuel Bandeira

Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.

Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta

No poema acima transcrito, Manuel Bandeira nos apresenta uma visão desencantada do mundo e da humanidade, evidenciada principalmente no verso:

(A)    “Quando o enterro passou”
(B)    “Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade”
(C)    “Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado”
(D)    “Estavam todos voltados para a vida”

Questão 7 (UFMG)

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação  INCORRETA:

(A)    A atitude do homem atento ao enterro reduplica a opinião do eu lírico sobre a relação vida/morte.
(B)    O poema expressa uma visão materialista e irônica do mundo ao inverter a relação tradicional entre a alma e o corpo.
(C)    Um dos componentes estruturantes da lírica de Bandeira, presente no poema, é a percepção linear dos elementos do mundo.
(D)    Um traço fundamental da lírica de Bandeira, presente no poema, é a abordagem de temas universais a partir de elementos do quotidiano.

Questão 8 (Profkbrito 2015)

No poema “momento num café”, os versos “E saudava a matéria que passava” e “Liberta para sempre da alma extinta” revelam:

(A)    o caráter prosaico da poesia de Manuel Bandeira.
(B)    O entendimento do autor de que a alma é imortal.
(C)    a visão da morte como o fim do corpo e da alma.
(D)    a compaixão do autor pelo sofrimento causado pela morte.

Questão 9 (Profkbrito 2015)

Leia o trecho e marque a alternativa que melhor interpreta este trecho

“Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.”

(A)    O poeta procura fixar esta palavra em nossa cabeça ou quer mostrar que naquelas cabeças presentes naquele café não havia espaço para a morte.
(B)    Todos os pensamentos  estavam concentrados na vida daquele que passava sendo levado no caixão.
(C)    O poeta percebe que há, entre os homens ali presentes, alguns que provavelmente não tiraram o chapéu de forma programada.
(D)    A repetição do termo vida é indício de uma tentativa mal sucedida de rima.

Questão 10 (Profkbrito 2015)

“Do rio... E esta saudade é boa como um sonho!
E esta saudade é um sonho... Evoco-te... Componho
O ambiente cuja luz os cabelos douram.”
Manuel Bandeira

Na estrofe acima, quantas orações temos?
(A)    3 orações;
(B)    4 orações;
(C)    5 orações;
(D)    6 orações.

Questão 11 (Profkbrito 2015)

Analise o trecho “(...) Componho O ambiente cuja luz os cabelos douram.”

(I)                  O verbo “douram”, por concordar com “cabelos” foi usado adequadamente nesta sentença.
(II)               O verbo “douram” não apresenta concordância adequada, uma vez que é a luz que doura os cabelos, e não o contrário.
(III)             A concordância inadequada revela a incapacidade dos autores modernistas em escrever de acordo com a norma padrão do português.
(IV)             A concordância foi ignorada, haja vista a liberdade modernista se aproximar da fala coloquial.

Estão corretos os itens:

(A)    I e II, apenas.
(B)    I e III, apenas.
(C)    II e III, apenas.
(D)    II e IV, apenas.
(E)    I e IV, apenas.

Questão 12 (Profkbrito 2015)

“Do rio... E esta saudade é boa como um sonho!
E esta saudade é um sonho... Evoco-te... Componho
O ambiente cuja luz os cabelos douram.”
Manuel Bandeira

A estrofe acima é composta por:
(A)    4 períodos: 3 simples e 1 composto.
(B)    4 períodos: 2 simples e 2 compostos
(C)    5 períodos simples.
(D)    2 períodos compostos.

Questão 13 (Profkbrito 2015)

Se fosse dor tudo na vida
Seria a morte o grande bem.”
Manuel Bandeira

O termo em destaque nos versos acima apresenta o mesmo valor morfossintático e semântico em:

(A)    “Que ao se mostrar às vezes boa, / Ela requinta em ser cruel...”
(B)    “Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo, / Mais a descompreendo e não lhe acho sentido.”
(C)    “Morrem as rosas. Minhas pálpebras se molham.”
(D)    “Sobre a mesa, pétala a pétala se esfolham, / Morrem as rosas...”

Questão 14 (Profkbrito 2015)

Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo,
Mais a descompreendo e não lhe acho sentido.”
Manuel Bandeira

Julgue os itens a seguir.

(I)                  O trecho sublinhado é uma oração coordenada assindética.
(II)               O trecho em negrito é uma oração condicional introduzida pela conjunção “se”.
(III)             O trecho em negrito é parte constituinte de uma oração proporcional.
(IV)             O trecho em itálico é uma oração coordenada sindética aditiva.

Estão corretos os itens:

(A)    I e II, apenas.
(B)    I e III, apenas.
(C)    II e III, apenas.
(D)    II e IV, apenas.
(E)    I e IV, apenas.

Questão 15 (Profkbrito 2015)

“Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo,
Mais a descompreendo e não lhe acho sentido.”
Manuel Bandeira


(A)    Dos termos destacados, apenas o primeiro pode ser classificado como pronome.
(B)    O segundo e o terceiro “a” referem-se ao termo “mais” em cada uma das ocorrências.
(C)    A coesão referencial só não está adequada com o uso do termo “lhe”.
(D)    Dos termos destacados, “a” é artigo em todas as ocorrências e “lhe” é pronome.
(E)     Excetuando-se o primeiro “a”, os demais termos são pronomes e referem-se ao vocábulo “vida”.

Leia o texto a seguir para responder às questões 16, 17 e 18.

Cantadores do Nordeste

Anteontem, minha gente, 
 Fui juiz numa função 
De violeiros do Nordeste. 
Cantando em competição, 
Vi cantar Dimas Batista 
E Otacílio, seu irmão. 
Ouvi um tal de Ferreira, 
Ouvi um tal de João. 
Um, a quem faltava o braço, 
Tocava cuma só mão; 
Mas, como ele mesmo disse 
Cantando com perfeição, 
Para cantar afinado, 
Para cantar com paixão, 
A força não está no braço: 
Ela está no coração. 
Ou puxando uma sextilha 
Ou uma oitava em quadrão, 
Quer a rima fosse em inha
Quer a rima fosse em ão
Caíam rimas do céu, 
Saltavam rimas do chão! 
Tudo muito bem medido 
No galope do sertão. 
A Eneida estava boba; 
O Cavalcanti, bobão, 
O Lúcio, o Renato Almeida; 
Enfim, toda a Comissão. 
Saí dali convencido 
Que não sou poeta não; 
Que poeta é quem inventa 
Em boa improvisação, 
Como faz Dimas Batista 
E Otacílio, seu irmão; 
Como faz qualquer violeiro 
Bom cantador do sertão, 
A todos os quais, humilde, 
Mando a minha saudação. 

Manuel Bandeira
(Estrela da vida inteira, p.256-257)

Questão 16 (Profkbrito 2015)

O poema acima, que faz parte de Estrela da Tarde, de 1958, é exemplo do reaparecimento do metro popular na obra de Manuel Bandeira. Também apresenta influência da cultura popular os versos:

(A)    “Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos./
A vida inteira que podia ter sido e que não foi./
Tosse, tosse, tosse.”
(B)    “Levou tempo para cair fôlego./ Bambeava, tremia todo e mudava de cor./ A molecada da Rua do Sabão / Gritava com maldade:/ Cai cai balão!”
(C)    “Estou farto do lirismo comedido / Do lirismo bem comportado / Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente / protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.”
(D)    “Quando a Indesejada das gentes chegar / (Não sei se dura ou caroável), / talvez eu tenha medo. / Talvez sorria, ou diga: / — Alô, iniludível!”

Questão 17 (Profkbrito 2015)

O poema “Cantadores do Nordeste”:

(A)    Reforça o estereótipo de que os cantadores são poetas de menor categoria que os modernistas, pois aqueles só fazem rima com “inha” ou com “ao”.
(B)    Utiliza a métrica tradicional e os elementos musicais da cantoria de viola para exaltar os cantadores nordestinos e sua rica poesia feita na hora, “de repente”.
(C)    Apresenta a incapacidade do poeta em escrever seus poemas com métrica tradicional, o que o fez escolher ser modernista.
(D)    Mostra um Manuel Bandeira descuidado com a gramática tradicional, pois escreve “Cuma”, “quadrão” e repete o “não” no verso “Que não sou poeta não”.

Questão 18 (Profkbrito 2015)

Em “Mas, como ele mesmo disse / Cantando com perfeição, / Para cantar afinado, / Para cantar com paixão, / A força não está no braço: / Ela está no coração.”, o termo destacado refere-se à palavra:

(A)    “perfeição”.
(B)    “paixão”.
(C)    “coração”.
(D)    “força”.

Gabarito:
1.a; 2.b; 3.b; 4.e; 5.c; 6.b; 7.d; 8.c; 9.a; 10.c; 11.e; 12.a; 13.b; 14.b; 15.e; 16.b; 17.b; 18.d.

sábado, 23 de maio de 2015

Exercício Variações Linguísticas e Polissemia

Leia o trecho da letra do rap “Norte Nordeste me veste”, do Mc Rapadura Xique-Chico, para responder às questões que seguem.

Mc Rapadura Xique-Chico

“Rasgo de leste a oeste como peste do Sul ao Sudeste
Sou rap agreste norte-nordeste epiderme veste
Arranco roupas das verdades poucas das imagens foscas
Partindo pratos e bocas com tapas mato essas moscas
Toma! Eu meto lacres com backs, derramo frases ataques
Atiro charques nas bases dos meus sotaques
Oxe! Querem entupir nossos fones a repetirem nomes
Reproduzindo seus clones se afastem dos microfones
Trazem um nível baixo, para singles fracos, astros de cadastros
Não sigo seus rastros, negados padrastos
Cidade negada como madrasta, enteados já não arrasta
Esses órfãos com precatas, basta! Ninguém mais empata
Meto meu chapéu de palha sigo pra batalha
Com força agarro a enxada se crava em minhas mortalhas
Tive que correr mais que vocês pra alcançar minha vez
Garra com nitidez rigidez me fez monstro camponês
Exerce influência, tendência, em vivência em crenças destinos
Se assumam são clandestinos se negam não nordestinos
Vergonha do que são, produção sem expressão própria,
Se afastem da criação morrerão por que são cópias
Não vejo cabra da peste só carioca e paulista
Só frestyleiro em nordeste não querem ser repentistas
Rejeitam xilogravura, o cordel que é literatura
Quem não tem cultura jamais vai saber o que é Rapadura”




1.   (Profkbrito 2014) - Do ponto de vista temático, de que trata a canção?
a.       Da formação da identidade de um cantor de rap nordestino.
b.       Da forte influência do Inglês no nosso idioma.
c.        Da luta por melhores condições de vida no Nordeste.
d.       Da dificuldade de produzir poemas nas grandes cidades do Sul e do Sudeste.

2.   (Profkbrito 2014) - Que expressões presentes no texto carregam traços característicos do modo de falar nordestino?
a.       Frestyleiro - backs - chapéu de palha
b.       Oxe - cabra da peste - precatas
c.        Singles - charques - sotaques
d.       mortalhas - rapadura - xilogravura

3.  (Profkbrito 2014) - No primeiro verso do rap, o verbo “Rasgo” tem o sentido de:
a. Cortar                    
b. Mutilar                 
c. Viajar
d. Separar 

Leia o texto abaixo para responder à questão.

4.  (Profkbrito 2014) - Julgue as alternativas abaixo, levando em consideração o texto da questão anterior, e assinale V para Verdadeiro e F para Falso.

(    ) Pelo fato de o gênero textual acima ser resultado de um recurso tecnológico moderno, as mensagens devem ser sempre escritas numa linguagem informal, sem a necessidade de formalidade.
(    ) Por se tratar de uma relação comunicativa entre loja e cliente, a mensagem exige um nível maior de formalidade, por isso a linguagem do texto é formal.
(     ) Por se tratar de um texto mais formal, este gênero não pode apresentar abreviações e ausência de pontuação ou acentos gráficos ou outros sinais.
(     ) A depender dos interlocutores, o SMS pode ser escrito tanto na linguagem formal quanto na linguagem informal.

Leia a tirinha abaixo.

5. O humor na tirinha ocorre porque
a.    A palavra “cágado” precisa ser acentuada.
b.    A palavra “cágado” foi acentuada incorretamente.
c.    Sem o acento, “cágado” viraria “cagado”, que defecou em si mesmo.
d.    Com o acento, “cágado” significa “que defecou em si mesmo”.
e.     Os cágados não sabem ler.

6.   (Profkbrito 2014) - No segundo quadro da tira acima, o personagem com o copo na mão disse “Chuta”, na intenção de que o seu interlocutor
a.        desse um chute no copo.
b.        chutasse a sua mão.
c.        o agredisse.
d.        tentasse adivinhar o que estava tomando.
e.        tentasse acertar o copo com o pé.


Leia o cartoon a seguir.


7.   (Profkbrito 2014) - Esta imagem é um claro exemplo do processo de diálogo entre textos diferentes, recuperando certos traços de estilo ou de visão de mundo, para revalorizá-los, criticá-los ou satirizá-los. Na canção de Roberto Carlos, a quem se refere a palavra “Cara”?
a.        À face de uma pessoa.
b.        A um homem.
c.        A uma mulher.
d.        Ao outro lado de uma moeda.
e.        A um produto de valor alto.

8.   (Profkbrito 2014) - No cartoon de Guilherme Bandeira, a que se refere a palavra “CARA”? Explique o porquê dessa associação.






*Este exercício é relativamente simples. Qualquer dúvida sobre gabarito, amigo professor e querido estudante, escreva nos comentários que respondo via e-mail.