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sexta-feira, 21 de março de 2014

O Hobbit: Polissemia, metalinguagem e interpretação de texto.


Leia o excerto para responder às questões abaixo.

Uma festa Inesperada

“Tudo o que Bilbo, sem suspeitar de nada, viu naquela manhã foi um velho com um cajado. Usava um chapéu azul, alto e pontudo, uma capa cinzenta comprida, um cachecol prateado sobre o qual sua longa barba branca caia até abaixo da cintura, e imensas botas pretas.

- Bom dia! - disse Bilbo sinceramente. O sol brilhava, e a grama estava muito verde. Mas Gandalf lançou-lhe um olhar por baixo de suas longas e espessas sobrancelhas, que se projetavam da sombra da aba do chapéu.

- O que você quer dizer com isso? - perguntou ele. - Está me desejando um bom dia, ou quer dizer que o dia está bom não importa que eu queira ou não, ou quer dizer que você se sente bem neste dia, ou que este é um dia para se estar bem?

- Tudo isso de uma vez - disse Bilbo. - É uma manhã muito agradável para fumar um cachimbo ao ar livre, além disso. Se você tiver um cachimbo com você, sente-se e tome um pouco do meu fumo! Não há pressa, temos o dia todo pela frente! - E então Bilbo se sentou numa cadeira à sua porta, cruzou as pernas e soprou um belo anel de fumaça cinzento que se ergueu no ar sem se desmanchar e foi flutuando sobre a Colina.
(...)

- Bom dia! - disse ele finalmente. - Nós não queremos aventuras por aqui, obrigado! Você podia tentar além da Colina ou do outro lado do Água. - Com isso quis dizer que a conversa estava terminada.

- Você usa Bom dia para um monte de coisas! - disse Gandalf. - Agora está querendo dizer que quer se livrar de mim e que o dia não ficará bom até que eu vá embora.”
(...)

TOLKIEN, J. R. R. O Hobbit. 4. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011. pp. 4-5.



1. No diálogo acima, entre Bilbo Bolseiro e Gandalf, o Cinzento, temos um claro exemplo da função metalinguística, quando o objetivo da mensagem é falar sobre a própria linguagem. Que aspecto linguístico é discutido pelas personagens?



2. Que significados são atribuídos à expressão que motivou essa discussão? Crie uma tabela com os trechos explicativos ditos pelo mago Gandalf.


3. Assinale a alternativa que sintetiza a conclusão a que Gandalf chegou sobre o uso da expressão “Bom dia” feita por Bilbo.

(A) “Bom dia! - disse ele finalmente”
(B) “Tudo isso de uma vez - disse Bilbo”
(C) “...quer dizer que o dia está bom não importa que eu queira ou não”
(D) “Você usa Bom dia para um monte de coisas!”
(E) “...o dia não ficará bom até que eu vá embora”

4. Transcreva a descrição da personagem Gandalf contida no trecho lido.


· Agora, analisando as explicações dadas pelo mago, que outra(s) característica(s), implícitas no texto, poderiam ser acrescentadas à lista do narrador?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cantoria e Embolada - Textos e atividade


Texto 1

A CANTORIA É CULTURA E DEVE SER ACOLHIDA, DECANTADA
José de Sousa Dantas, 2005 

CANTORIA é um misto 
de cultura, diversão, 
talento, arte e beleza, 
empatia, tradição, 
encanto, luz e magia, 
novidade e harmonia, 
conhecimento e magia, 
desafio e alegria 
eloqüência, integração, ....... 

A CANTORIA É CULTURA, 
que eleva, promove, ensina, 
desperta, envolve, interage, 
encanta, inspira, fascina, 
surpreende, comunica, 
contribui, dignifica, 
beneficia, edifica, 
emociona, ilumina,...... 

Tem MOTES apresentados, 
importantes, sugestivos, 
distintos, metrificados, 
inéditos, criativos, 
inspiradores, cantantes, 
verdadeiros, construtivos, 
poéticos, inteligentes, 
atuais e pertinentes, 
agradáveis, instrutivos,....... 

Na CANTORIA há lição, 
conhecimento, surpresa, 
improviso, sutileza, 
filosofia, emoção, 
trabalho, composição, 
autêntica, metrificada, 
com a rima encadeada, 
na melhor desenvoltura, 
A CANTORIA É CULTURA 
E DEVE SER DECANTADA.

Texto 2

Debate ou peleja em versos improvisados por uma dupla de repentistas ou poetas cantadores (como alguns chamam), a Cantoria é uma manifestação artística que possui suas raízes bem fincadas nos estados de Pernambuco e da Paraíba, e ainda se dissemina por todo o Brasil. 
A cantoria é uma forma poético-musical com gêneros diversos, como a quadra, pé-quebrado, quadrão, sextilha, sete linhas, décima, martelo alagoano, galope à beira mar, dentre tantos outros. 
Diferente de outras manifestações artísticas que se utilizam da palavra falada/cantada e escrita, a cantoria possui características próprias no que diz respeito a sua realização. Primeiramente, os repentistas ou poetas cantadores devem dispor de um local previamente determinado em que a disposição de mesas e cadeiras favoreça os poetas para a ocasião da cantoria. 
Outro ponto importante é a fidelidade às regras dos gêneros escolhidos, pois os cantadores não saem simplesmente rimando versos aleatoriamente. Antes disso, é fundamental que o cantador saiba quais são os gêneros, o que é um mote, e conheça as regras da cantoria. 
Nas salas onde a cantoria é realizada, deve haver algum recipiente (um pires, um prato ou bandeja) para recolher as contribuições dadas pelos espectadores que depositam qualquer valor, de acordo com suas posses. Algumas vezes, os cantadores mencionam o nome de um ouvinte em especial, para que ele faça uma contribuição mais robusta. 
Contudo, modernamente, e com os esforços de muitos poetas cantadores, em especial o poeta Ivanildo Vila Nova, a cantoria alcançou a profissionalização. Antes, o cantador não tinha horário fixo, cachê fixo, mas, com a profissionalização, agora o cantador tem tempo determinado de participação, contribuição/recolhimento de FGTS, além de outros benefícios. 
Com isso, a cantoria atingiu também o status de "show" cultural. Com essa valorização, o cantador não se limita a se apresentar apenas em bares, salões, fazendas, como era antigamente, mas os grandes teatros e casas de espetáculos abriram as portas para a cantoria. 
Antigamente, os desafios mais célebres, e que tiveram repercussão, eram transcritos em livretos e vendidos nas feiras. Havia ainda a divulgação em difusoras, quando da ocorrência de uma peleja com cantadores famosos que chegavam em uma cidadezinha. Isso era feito para atrair a população para assistir ao desafio. As vezes, dada a fama de uma ou outra dupla, pessoas se deslocavam a pé, em montarias, de carro-de-boi, ou qualquer outro meio de transporte, para assistir aquele memorável evento. 
Era comum na cantoria o intervalo entre uma e outra sequencia de versos, nos quais os cantadores se refaziam bebendo cerveja, cachaça, refrigerante, suco ou café. Ainda trocavam palavras com os presentes. 
Normalmente, os cantadores iniciavam suas apresentações com assuntos decididos por eles ou por sorteio. Usavam preferencialmente as Sextilhas. Em seguida, ficavam a disposição dos espectadores para a escolha do gênero ou dos temas. 
Com relação aos temas, há uma enorme gama de assuntos. São estórias de Trancoso, de cangaceiros, de heróis, da seca, do amor, da Bíblia, de política, etc. ou simplesmente de coisas que vão acontecendo na hora da apresentação, algumas vezes mudando até o tema proposto inicialmente. Porém, o que animava a cantoria era mesmo a disputa com troca de ofensas, a excentricidade, a sátira política e os comentários humorísticos. 
Apesar da riqueza poética e musical desta alta manifestação da cultura popular, há ainda muita resistência dos mais jovens, de alguns críticos e puristas em difundir nas escolas esta rica cultura da cantoria e do repente, por conseguinte. 
Uma das formas de divulgação dessa cultura continua sendo a realização de festivais. Nesses eventos, existe uma mesa julgadora composta por apologistas, artistas, poetas, os quais conhecem a fundo todas as regras e modalidades. Os critérios por eles analisados são: métrica, rima, assunto e desenvoltura.

Fonte: FRANÇA, Marcos. Para rir até chorar com a cultura popular. 2006

Texto 3


Embolada

"A embolada é um gênero musical de origem nordestina e tem como principal característica o curto intervalo entre as palavras e os versos, criando assim, uma melodia quase que totalmente oratória. Geralmente é feito de improviso quando do encontro de dois emboladores em uma feira, por exemplo. Na maioria das vezes a letra é satírica, cômica e descritiva. O ritmo tende a aumentar de velocidade, o que dificulta a dicção e o improviso."

Fonte: http://cordeleviolaoderua.arteblog.com.br/209625/EMBOLADA/


 
SUGESTÃO DE ATIVIDADE
(Para 5º e 6º anos)

1. "O nosso estilo é a embolada, pois fazemos versos improvisados ao som do pandeiro e do ganzá, só que a gente inclui outros instrumentos nos shows, como violinos, cavaquinho, bateria, baixo, guitarra, flauta e muita percussão.Tudo na medida, sem prejudicar a essência de cantador de rua, que faz também baião, aboio e forró. Criam rimas com os sons das palavras sobre o cotidiano e situações maliciosas - motes tradicionais da cultura nordestina”. (Castanha, da dupla Caju e Castanha)

Pelo trecho da fala do embolador Castanha, reproduzida acima, podemos entender que:
a. Os emboladores tocam sempre com uma viola.
b. Violino, guitarra, baixo e bateria são instrumentos característicos da embolada.
c. Os emboladores tradicionalmente se utilizam de pandeiro e ganzá nas suas apresentações.
d. A embolada é uma manifestação da música popular brasileira (MPB).

2. A embolada, assim como a Cantoria, é uma manifestação da cultura popular originalmente:
a. Do Sudeste
b. Do Norte
c. Do Nordeste
d. Do Centro-Oeste

3. Em uma cantoria:
a. Os cantadores vão rimando de qualquer jeito sem se preocupar com rimas
b. O ambiente não precisa estar organizado, pois pode-se cantar de qualquer forma.
c. Não há regras. Portanto não precisa se preocupar com regras do gênero.
d. Os cantadores obedecem a uma estrutura rítmica de acordo com o gênero do poema escolhido.

4. Explique a diferença entre cantoria e embolada.

5. Pesquise e escreva o nome dos principais gêneros da Cantoria.

6. Pesquise e relacione o nome dos mais famosos poetas cantadores e emboladores do país.


Além dos textos, o professor também pode apresentar um desses vídeos abaixo, ou todos eles, e propor uma discussão mais abrangente com os alunos, antes de aplicar alguma atividade. Pode ainda adaptar a atividade e a proposta como um todo para trabalhar com turmas do ensino médio.


Trechos  do documentário "Poetas do Repente", produzido pela TV Escola.




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Ebook "Chapeuzinhos et cetera e tal"

Neste post, compartilho com vocês o resultado do Projeto "Contos de Fadas e Intertextualidade". 


Ebook: Chapeuzinhos Et Cetera e Tal



Clique aqui para fazer o download do ebook.
 E-book Chapeuzinhos Et Cetera e Tal


sábado, 18 de janeiro de 2014

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Parte V

Procedimentos Metodológicos

Aulas 11 e 12

Preparação:


De posse de todas as fichas utilizadas pelos alunos na coleta dos dados com os professores entrevistados, crie um documento no Microsoft Excel com as informações obtidas, para poder, a partir desses dados, criar os gráficos que mostram os resultados da pesquisa. 

  • Lembre-se que esta atividade pode ser feita em conjunto com os alunos na sala de aula (Mas isso fará com que seja necessário ampliar o número de aulas desse projeto). Certamente que muitos deles podem saber utilizar o Excel com maior habilidade, ou podem conhecer outro software com as mesmas funcionalidades. Além disso, os alunos se sentirão mais valorizados por fazerem parte do processo de produção.


Sugestão:

Exemplo 1
Clique na imagem para vê-la ampliada.

Exemplo 2



Nestas aulas, com todos os textos dos grupos revisados, digitados e copiados, organize as carteiras em círculo, distribua as cópias dos contos e faça uma roda de leitura com os alunos. 
  • Se os alunos tiverem o Tablet Educacional, compartilhe o arquivo (.doc ou .PDF) dos textos via Bluetooth ao invés de distribuir as cópias impressas.
  • Aproveite este momento para, também, verificar se não ficou nenhum problema nos textos que precise de correção.


Reserve os 15 minutos finais da última aula (se possível) para planejar com os alunos a produção de um e-book com os textos deles. Convide aqueles alunos(as) que adoram desenhar, para fazer o desenho da capa e as ilustrações dos contos.

Desenho do aluno Tiago Gomes, 1º ano B - 2013.

Como sugestão, organize todos os textos em um único arquivo do Microsoft Word:
  1. Insira a imagem da capa na primeira página (Se você ou algum aluno tiver domínio de algum software de edição de imagens, utilize-o para editar uma capa bem bonita).
  2. Coloque o nome dos envolvidos e suas funções.
  3. Faça uma boa apresentação do projeto.
  4. Insira o sumário.
  5. Organize os textos (com os nomes dos autores).
  6. Inclua algum texto seu, professor, com a mesma temática.
  7. Caso ache necessário, produza um capítulo com o relatório do projeto desenvolvido.
  8. Finalize, salvando como PDF (baixe o complemento da Microsoft para salvar como PDF, clicando aqui) e compartilhando com os alunos da turma e, se quiser, de toda a escola (você pode disponibilizar o e-book no grupo do Facebook de sua escola - se tiver um)

  • Caso queiram e encontrem algum apoio da direção da escola, organize um momento para o lançamento do e-book. Um bolo simples e alguns salgados, acompanhados daquela Coca-cola bem geladinha "cai bem demais". Este momento servirá para estreitar ainda mais o relacionamento com os alunos e também como prêmio para todos pelo sucesso do projeto.


E fim!


Em breve, faremos um tutorial detalhado sobre como preparar uma apresentação na sala de aula utilizando o Teatro de Sombras.

Apresentação do Teatro de Sombras

Um grande abraço e muito sucesso!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Parte IV

Procedimentos Metodológicos
Ilustração: Kleber Brito

Aulas 5 e 6

Diante de todas as informações que já foram compartilhadas com os alunos nas aulas anteriores, o professor pode iniciar estas aulas fazendo um breve resumo (oralmente) sobre os contos de fadas e a influência deste gênero sobre outras mídias, para, logo em seguida, questionar qual a versão mais conhecida: Grimm ou Perrault? Livro ou Desenho Animado? Filme? Assim, ao perguntar aos alunos "Qual a versão deste conto de fadas que vocês acreditam ser a mais conhecida?", surgirão respostas imediatas, mas que não terão (presume-se) nenhuma base real conhecida pelos alunos. Desse modo, o professor precisa propor aos alunos que façam uma pesquisa com professores e/ou funcionários da escola, especificando um turno, "Manhã", por exemplo, para que o trabalho não seja muito extenso e cansativo, para saber qual a versão da história da Chapeuzinho Vermelho é a mais conhecida, dentre outros dados.

Na sala de aula, o professor deve elaborar, em conjunto com os alunos, algumas perguntas que queiram fazer aos entrevistados. Deve traçar detalhadamente o processo desde o contato inicial dos alunos com os entrevistados, a entrevista e a coleta de dados. 

É importante que o professor oriente os alunos em como fazer a abordagem, o que deve ser explicado sobre esse trabalho, como se expressar oralmente diante de um interlocutor que, supostamente, tem domínio da norma padrão da língua portuguesa, como falar com coerência e clareza de ideias, e como registrar as respostas dadas pelos entrevistados (utilizar gravador de voz do aparelho celular ou filmar a entrevista? - com a devida permissão do entrevistado, caso ele não permita anotar a lápis).

Com relação às questões e aos tópicos mais relevantes sobre os quais os alunos tiverem dúvidas, é bom o professor anotar no quadro e pedir que todos alunos também o façam. Dê espaço para que os alunos façam intervenções e, se quiserem, revejam a possibilidade de alterar as questões propostas para a entrevista.

Dadas todas as instruções, os alunos, reunidos em grupos de até 5 componentes, deverão ir a campo para realizar as entrevistas. O professor precisa listar os professores e/ou funcionários que serão entrevistados e definir antecipadamente quais grupos entrevistarão quais professores. 

De posse das questões anotadas, digite as questões e imprima cópias para os grupos, a serem distribuídas no próximo encontro.

  • O professor pode pular toda esta etapa e já entregar as questões elaboradas, mas vai tirar, certamente, toda a graça de produzir as questões com os alunos em sala de aula e de ouvi-los durante as discussões que poderão surgir dessas atividades.

Veja este exemplo que produzimos:


PROFESSOR ENTREVISTADO



DISCIPLINA QUE LECIONA






PERÍODO EM QUE OUVIU A HISTÓRIA PELA PRIMEIRA VEZ



NA INFÂNCIA



NA ADOLESCÊNCIA



JÁ ADULTO





A PARTIR DE QUE SUPORTE TEVE O PRIMEIRO CONTATO COM ESSA HISTÓRIA?



LIVRO



DESENHO ANIMADO



FOLHA AVULSA







TEM CONHECIMENTO DE MAIS DE UMA VERSÃO DO CONTO CHAPEUZINHO VERMELHO?






SIM


DUAS VERSÕES



MAIS DE DUAS VERSÕES



HISTÓRIAS ADAPTADAS PARA O CINEMA

 NÃO



Nesta parte, peça ao professor(a) entrevistado(a) que faça um resumo da história da Chapeuzinho Vermelho. Preste muita atenção e, enquanto ele conta a história, marque um X para cada um dos elementos que fizerem parte da versão por ele(a) relatada.

1. Na história contada pelo professor, Chapeuzinho é descrita como:


Criança

Adolescente

Adulta

2. Na versão do professor entrevistado, Chapeuzinho foi à casa da vovó levar:


Doces

Bolo

Frutas

Outro:


3. Segundo a versão contada pelo professor, o Lobo Mau:


Comeu a Vovó.

Engoliu a Vovó.

Devorou a Vovó.

Outro:

4. Em seguida, nessa versão, o Lobo:


Comeu a Chapeuzinho.

Engoliu a Chapeuzinho.

Devorou a Chapeuzinho.

Outro:

5. Na versão contada pelo professor, a Chapeuzinho Vermelho e a Vovó:


Sobrevivem

Morrem

Apenas Chapeuzinho sobrevive.

Outro:


6. Na história contada pelo professor, quem aparece para salvar a Chapeuzinho e a Vovó?


Um caçador

Um lenhador

Um camponês

Outro:





Aulas 7 e 8

Que tal um cineminha?




Importante:

  • Se você recebe um excelente salário (diferentemente da maioria dos professores), "compre agora mesmo" o DVD neste site: Saraiva (o filme até que não é caro, mas o frete é golpe baixo). Você pode optar pela versão digital.


  • Porém, se você é "professor contratado", como dizemos, e recebe aquele gordo salário mínimo (você, meu querido, já tem a minha admiração. É um herói), baixe o filme neste link.



Prepare uma caixa de som amplificada, aquele cabo de áudio P10/P2, o notebook (ou netbook), o projetor multimídia, a extensão para as tomadas e a pipoca, claro. (Se a cozinheira da sua escola for gente boníssima e a diretora também, pode trazer o milho e pedir para prepararem na escola. Pode combinar com os alunos de "racharem" aquela coca-cola geladinha). 

Como o filme é um pouco longo, converse com aquele(a) professor(a) camarada e faça uma permuta com ele(a), caso você tenha outro horário depois dessas aulas.

Lembre-se de assistir ao filme antes, em casa, e fazer anotações que considerar importante, para depois discutir com os alunos, ou sobre o enredo, ou personagens, ou alguma cena específica etc.


  • Caso queira, o professor pode pular esta etapa, mas perderá um momento ímpar com os alunos.
  • Se achar melhor, e os alunos tiverem o Tabblet Educacional, faça o download do filme e compartilhe com os alunos. Assim eles podem assistir ao filme em casa.


Antes de se despedir dos alunos, entregue as cópias impressas com as perguntas para as entrevistas.


Ilustração: Kleber Brito

Aulas 9 e 10

Nestas aulas, o professor dará espaço para que os alunos compartilhem as experiências que tiveram com as entrevistas. Para tanto, cada grupo escolherá dois representantes para falarem sobre as impressões dessa experiência. Lembre-se que isso é apenas uma sugestão, pois nada impede que todos os membros do grupo façam suas considerações.

Ainda neste conjunto de aulas, se houver tempo, o professor apresentará uma proposta de produção de uma nova versão da história da Chapeuzinho Vermelho. Produza você mesmo, professor, uma nova versão antecipadamente e, neste momento, apresente aos alunos oralmente. Use a sua criatividade e busque temáticas mais diversas e inusitadas para estimular os alunos. Você pode sugerir:

- Que tal criarem uma história sobre uma menina que ganhou do pai um "sapatinho vermelho"? Ou uma "melissinha vermelha"?

Ou, mudando a perspectiva:

- Imaginem um garoto que é fã de hip-hop e anda com as calças baixas, quase caindo, deixando à mostra seu "cuecão vermelho". Que tal escreverem esta versão?

Mas cuidado para não privilegiar apenas as suas ideias, professor(a). Deixe que os alunos, a partir de suas sugestões, escolham os temas.

Depois que os grupos escolherem seus temas, anote-os para seu controle. Não esqueça de determinar um prazo para a produção e entrega do texto. 

Como não serão muitos textos, leia-os, veja os problemas existentes, destaque-os e devolva aos alunos para reescrita.
Para facilitar o seu trabalho, peça para que eles entreguem o texto revisado e digitado em arquivo do Word via pendrive ou e-mail. (Isso ajudará muito na edição do e-book - mas isso é assunto para outro post)


  • Ao término da aula, recolha as folhas com as questões da pesquisa respondidas, para posterior análise dos dados.



Até o próximo post!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Parte III

Procedimentos Metodológicos

Ilustração: Kleber Brito

Aulas 3 e 4


Aquecimento (para o professor):

  • Pesquise sobre intertextualidade , Hipermídia, e Intermídia e faça um resumo, por escrito, para os alunos.
  • Baixe os vídeos indicados neste post. Para os vídeos do Youtube, utilize o programa aTube Catcher ou outro de sua preferência. No caso dos blogs de séries, como o que indicamos abaixo, basta fazer o download nos links que estão indicados lá.
  • Providencie notebook, projetor multimídia, caixa de som amplificada (ou a caixinha de som do seu PC, se tiver o volume alto) e cabo P2/P10 (Você pode comprar em uma loja de equipamentos de som. Basta dar esta referência. A conexão P2 vai no notebook, a P10 vai na caixa de som). 


Vamos aos procedimentos.

1. Inicie a aula retomando o enredo dos contos lidos. Destaque a personagem principal nas versões e pergunte aos alunos sobre o "capucho" vermelho. Discuta com eles sobre: Se a "Capuchinho" fosse uma menina desta época ou da geração deles (os alunos), que acessórios modernos ela estaria usando sobre a cabeça ao invés do "capucho"? Vá anotando no quadro as sugestões e peça depois para que os alunos tomem nota.
  • Este é o momento para apresentar a eles o resumo sobre intertextualidade e intermídia que você produziu. Faça referência às sugestões dadas pelos alunos, mostre que "Capuchinho Vermelho" poderia ser adaptada para "Bonezinho Vermelho", dentre outros. No caso da intermídia, mostre que um filme ou desenho pode fazer referência a um romance, personagem de conto, poema, música etc.
  • Se motivá-los a criar oralmente um breve enredo de uma história adaptada, com o título "Bonezinho Vermelho", "Tiarinha Vermelha", por exemplo, a aula passará tão rápida que você nem perceberá. Mas lembre-se, peça para que os alunos anotem as ideias que forem tendo, pois mais adiante eles precisarão (e muito) dessas ideias para a produção textual.





2. Passe o primeiro episódio da série Grimm. (Baixe-o aqui
  • Caso a aula tenha se estendido muito e falte pouco tempo, deixe para apresentar o vídeo nas próximas aulas.
  • Terminado o episódio, promova um bate-papo. Pergunte quais as impressões que os alunos tiveram. Faça anotações (professor) e, de posse delas, sugira algum ponto relevante para a discussão. Deixe os alunos comentarem o que acharam.


3. Distribua a Atividade 2 e peça para os alunos responderem (se necessário, reapresente a situação inicial do episódio.


Atividade 2 - GRIMM, 1ª Temporada, Episódio 1 – Pilot



1. Descreva, em, no máximo, três parágrafos, a situação inicial do episódio.

2. Pesquise e responda: Que relação há entre a história que serviu de base para o episódio 1 da série Grimm e a canção “Sweet Dreams”, ouvida pela personagem Sylvie Oster no momento em que ela corria e foi atacada? (Utilize a internet do celular para pesquisar a tradução da canção)

3. Leia a citação apresentada no início do episódio: (Esta questão pode ser feita com a orientação do(a) professor(a) de inglês.

“The Wolf thought to himself, what a tender young creature. What a nice plump mouthful…” The Brothers Grimm, 1812.

a. Qual a tradução desta citação?

b. A quem se refere a expressão “tender young creature”?

c. Pesquise e escreva o nome da obra (em inglês) de onde foi transcrita esta citação.

4. O que acontece com o protagonista da história logo no início do episódio e o que isso desencadeará em sua vida?

5. Que outro fato também contribui para a quebra da situação inicial da história?

6. Diante de tantos fatos complicadores da situação inicial, qual a postura adotada pelo protagonista?

7. Como o herói da série é apresentado ao espectador? Destaque algumas características físicas e, caso possa identificar, algumas características psicológicas dele.

8. Que revelações são feitas pela tia/mãe do protagonista e o que isso provoca no estado emocional/psicológico dele?



OBSERVAÇÕES:
  • Lembre-se de destacar os elementos da narrativa (narrador, personagens, tempo, etc.) sempre que achar conveniente. 

  • Se achar necessário, o professor pode apresentar também os vídeos abaixo e promover uma discussão sobre as referências intermidiáticas. Com relação ao filme "Deu a louca na Chapeuzinho Vermelho", o professor poderá selecionar algumas cenas, para não tomar muito tempo da aula.

Desenho da Disney

Pica Pau em: Chapeuzinho Vermelho de araque.




No próximo post, traremos a quarta parte com a proposta de uma pesquisa (peita pelos alunos) na escola.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Parte II

Procedimentos Metodológicos

Ilustração: Kleber Brito

Aulas 1 e 2

1. Imprimir cópias dos textos O Capuchinho Vermelho (Charles Perrault) e Capuchinho Vermelho (Irmãos Grimm), distribuí-las com os alunos e pedir para que leiam os textos.
(Caso queira, se os alunos tiverem o Tablet Educacional, o professor poderá compartilhar os textos via bluetooth).

2. Solicitar aos alunos que destaquem (oralmente) as principais diferenças entre as versões com relação a:

a. Descrição de Chapeuzinho.
b. Local em que mora a vovó.
c. Caminho que a menina percorreu.
d. Atitudes do Lobo.
e. Confronto entre o Lobo e a vovó e entre o Lobo e Chapeuzinho.
f. Desfecho das histórias.

Caso queira, o professor ainda poderá comparar:

I - A estrutura do texto.
II - Os diálogos.

3. Distribuir com os alunos a Atividade 1 para que transcrevam os trechos que apresentam as diferenças. (Lembrar os alunos de utilizarem as aspas ("...") na transcrição, seguido da indicação da página e da linha em que está o trecho: ex. (página 1, linha 8) ou (p.1, l.8).


ATIVIDADE 1: 
Diferenças entre as versões dos Irmãos Grimm e de Charles Perrault

Releia os contos e observe atentamente cada um dos elementos constituintes da narrativa. Procure identificar diferenças entre as versões e anote-as na tabela abaixo. Siga o modelo.



Versão de Charles Perrault
Versão dos Irmãos Grimm
“Era uma vez uma jovem aldeã...” (página 1, linha 1)
“Era uma vez uma doce pequena...” (página1, linha 1)
“aqui tens um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho para levares à tua avó” (página 1, linha 8)
“leva-lhe uma bôla e este potinho de manteiga” (página 1, linha 8)
































Próximo post: Procedimentos metodológicos - Aulas 3 e 4