Mostrando postagens com marcador Canção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Canção. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Sobre o Xadrez

BRANCAS E PRETAS
Paulinho da Viola

Num jogo de vida e de morte
As brancas e as pretas
Sobre o tabuleiro
Ali não há golpes de sorte
Se pensam jogadas
Destino certeiro


O quadro é um mar quadriculado
Sem ondas, parado
Porém de marés
Às vezes um passo mal dado
Um lance apressado
Resulta em revés


Os reis, as rainhas e os bispos
Dominam a cena
Com seu poderio
Da torre se avista o tablado
Peões trabalhando 
Por horas a fio


O meu coração anda aos saltos
Parece um cavalo
No seu movimento
Selvagem e até traiçoeiro
Vai sem cavaleiro
Tabuleiro adentro


Parceiros
Duelam paciência
Por vezes se estranham
O amor e a ciência

As pedras ali não têm limo
E mudam de rumo
Por conveniência
Ou por não acharem saída
Não rolam, se deitam
No fim da partida







sábado, 23 de maio de 2015

Exercício Variações Linguísticas e Polissemia

Leia o trecho da letra do rap “Norte Nordeste me veste”, do Mc Rapadura Xique-Chico, para responder às questões que seguem.

Mc Rapadura Xique-Chico

“Rasgo de leste a oeste como peste do Sul ao Sudeste
Sou rap agreste norte-nordeste epiderme veste
Arranco roupas das verdades poucas das imagens foscas
Partindo pratos e bocas com tapas mato essas moscas
Toma! Eu meto lacres com backs, derramo frases ataques
Atiro charques nas bases dos meus sotaques
Oxe! Querem entupir nossos fones a repetirem nomes
Reproduzindo seus clones se afastem dos microfones
Trazem um nível baixo, para singles fracos, astros de cadastros
Não sigo seus rastros, negados padrastos
Cidade negada como madrasta, enteados já não arrasta
Esses órfãos com precatas, basta! Ninguém mais empata
Meto meu chapéu de palha sigo pra batalha
Com força agarro a enxada se crava em minhas mortalhas
Tive que correr mais que vocês pra alcançar minha vez
Garra com nitidez rigidez me fez monstro camponês
Exerce influência, tendência, em vivência em crenças destinos
Se assumam são clandestinos se negam não nordestinos
Vergonha do que são, produção sem expressão própria,
Se afastem da criação morrerão por que são cópias
Não vejo cabra da peste só carioca e paulista
Só frestyleiro em nordeste não querem ser repentistas
Rejeitam xilogravura, o cordel que é literatura
Quem não tem cultura jamais vai saber o que é Rapadura”




1.   (Profkbrito 2014) - Do ponto de vista temático, de que trata a canção?
a.       Da formação da identidade de um cantor de rap nordestino.
b.       Da forte influência do Inglês no nosso idioma.
c.        Da luta por melhores condições de vida no Nordeste.
d.       Da dificuldade de produzir poemas nas grandes cidades do Sul e do Sudeste.

2.   (Profkbrito 2014) - Que expressões presentes no texto carregam traços característicos do modo de falar nordestino?
a.       Frestyleiro - backs - chapéu de palha
b.       Oxe - cabra da peste - precatas
c.        Singles - charques - sotaques
d.       mortalhas - rapadura - xilogravura

3.  (Profkbrito 2014) - No primeiro verso do rap, o verbo “Rasgo” tem o sentido de:
a. Cortar                    
b. Mutilar                 
c. Viajar
d. Separar 

Leia o texto abaixo para responder à questão.

4.  (Profkbrito 2014) - Julgue as alternativas abaixo, levando em consideração o texto da questão anterior, e assinale V para Verdadeiro e F para Falso.

(    ) Pelo fato de o gênero textual acima ser resultado de um recurso tecnológico moderno, as mensagens devem ser sempre escritas numa linguagem informal, sem a necessidade de formalidade.
(    ) Por se tratar de uma relação comunicativa entre loja e cliente, a mensagem exige um nível maior de formalidade, por isso a linguagem do texto é formal.
(     ) Por se tratar de um texto mais formal, este gênero não pode apresentar abreviações e ausência de pontuação ou acentos gráficos ou outros sinais.
(     ) A depender dos interlocutores, o SMS pode ser escrito tanto na linguagem formal quanto na linguagem informal.

Leia a tirinha abaixo.

5. O humor na tirinha ocorre porque
a.    A palavra “cágado” precisa ser acentuada.
b.    A palavra “cágado” foi acentuada incorretamente.
c.    Sem o acento, “cágado” viraria “cagado”, que defecou em si mesmo.
d.    Com o acento, “cágado” significa “que defecou em si mesmo”.
e.     Os cágados não sabem ler.

6.   (Profkbrito 2014) - No segundo quadro da tira acima, o personagem com o copo na mão disse “Chuta”, na intenção de que o seu interlocutor
a.        desse um chute no copo.
b.        chutasse a sua mão.
c.        o agredisse.
d.        tentasse adivinhar o que estava tomando.
e.        tentasse acertar o copo com o pé.


Leia o cartoon a seguir.


7.   (Profkbrito 2014) - Esta imagem é um claro exemplo do processo de diálogo entre textos diferentes, recuperando certos traços de estilo ou de visão de mundo, para revalorizá-los, criticá-los ou satirizá-los. Na canção de Roberto Carlos, a quem se refere a palavra “Cara”?
a.        À face de uma pessoa.
b.        A um homem.
c.        A uma mulher.
d.        Ao outro lado de uma moeda.
e.        A um produto de valor alto.

8.   (Profkbrito 2014) - No cartoon de Guilherme Bandeira, a que se refere a palavra “CARA”? Explique o porquê dessa associação.






*Este exercício é relativamente simples. Qualquer dúvida sobre gabarito, amigo professor e querido estudante, escreva nos comentários que respondo via e-mail. 

sábado, 20 de julho de 2013

ATIVIDADE - CANÇÃO: CHÃO DE ESTRELAS

ATIVIDADE

Leia o texto abaixo.

Chão de Estrelas - Silvio Caldas
Composição: Sílvio Caldas / Orestes Barbosa
Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações

Meu barracão no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do sol, a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou


 
Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda, qual bandeiras agitadas
Pareciam estranho festival!
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional

A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Tu pisavas os astros, distraída,
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão

 
 





















1. No início da canção, do 1º ao 6º verso, o eu lírico ilustra figurativamente como era sua vida. Procure interpretar cada verso que compõe este agrupamento inicial e explique o que você compreendeu.

2. A que o eu lírico compara sua moradia, na segunda estrofe da canção? 

3. Se você fosse dar um título a cada estrofe ou dividi-la em temas, que palavra ou expressão você atribuiria a cada uma delas?

4. Qual a relação entre roupas e bandeiras na 3ª estrofe? Por que o eu lírico usa essa figura de linguagem?

5. Na última estrofe, o eu lírico descreve sua relação com a natureza destacando uma situação problemática que vive. Explique.