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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Sobre o Xadrez

BRANCAS E PRETAS
Paulinho da Viola

Num jogo de vida e de morte
As brancas e as pretas
Sobre o tabuleiro
Ali não há golpes de sorte
Se pensam jogadas
Destino certeiro


O quadro é um mar quadriculado
Sem ondas, parado
Porém de marés
Às vezes um passo mal dado
Um lance apressado
Resulta em revés


Os reis, as rainhas e os bispos
Dominam a cena
Com seu poderio
Da torre se avista o tablado
Peões trabalhando 
Por horas a fio


O meu coração anda aos saltos
Parece um cavalo
No seu movimento
Selvagem e até traiçoeiro
Vai sem cavaleiro
Tabuleiro adentro


Parceiros
Duelam paciência
Por vezes se estranham
O amor e a ciência

As pedras ali não têm limo
E mudam de rumo
Por conveniência
Ou por não acharem saída
Não rolam, se deitam
No fim da partida







quarta-feira, 5 de março de 2014

GameWhat? - Videogame: a nova arte do século XXI?

"Cem anos depois das primeiras descobertas cinematográficas estamos testemunhando a criação de novas formas de arte." 
Fábio Alves


Este vídeo, produzido por Fábio Alves, contém entrevistas com Fernando Bini, Bráulio Tavares, Lucia Santaella e Marlon Mariotto sobre a relação entre cinema, literatura e videogames. Vale a pena conferir.



Direção: Fábio Alves
Fotografia: Pedro Giongo
Trilha Original: Ciro MacCord
Captação de áudio: Fábio Alves e Katherine Zander



Algumas citações do vídeo “GameWhat?”


“Roger Ebert, crítico de cinema, que faleceu há pouco tempo, ele tem uma declaração famosa de que um videogame nunca pode ser uma obra de arte. Aí questionaram: Por quê? Aí ele disse assim: Porque uma obra de arte é sempre algo pronto e acabado. Um videogame depende da interatividade. Um videogame, ele não é a obra pronta, é um conjunto de dados pronto, à espera da interação com o jogador, pra resultar numa experiência que pra cada jogador e pra cada jogo vai ser única”. Bráulio Tavares



“O videogame vai ser a arte do século XXI. A nova arte que o século XXI vai cultivar, como o cinema foi a nova arte que o século XX cultivou.” Bráulio Tavares


“Os games são uma forma de manifestação artística, porque são construídos dentro de uma visão.” Fernando Bini



“Vinte e tantos séculos de literatura e de produção de histórias e de narrativas estão hoje concentrados nos games. É uma forma de tradução da narrativa. Mas é uma narrativa participativa. É isso que eles têm de mais fascinante. É uma narrativa participativa, ou seja, você ajuda a construir aquela narrativa” Lúcia Santaella


“Você assiste a um filme de terror, por exemplo, e tem momentos que são tensos e você fica tenso naquele momento, e de repente você leva um susto, e teu coração dispara, tua mente fica a mil. A mesma coisa acontece com o videogame. Às vezes você tá jogando um jogo, por exemplo um jogo de futebol, e que você tá ganhando e você sente que a adrenalina no teu corpo mexe, você sente que tá inteirado naquele ritmo do jogo. Você pega um minecraft da vida, que é um jogo mais tranquilo, aí você sente que teu corpo relaxa, ele tem um ritmo mais lento, porque você não precisa fazer as ações tão rápidas. Então, acho que, realmente, mesmo que a interação ainda seja no controle convencional, apertando botões, você ainda, assim mesmo, você se conecta”. Marlon Mariotto



“Parece que o corpo está parado, mas por dentro do corpo você tem uma orquestra inteira tocando”. Lúcia Santaella


“O que couber num livro cabe num game. O que couber num filme cabe num game.” Bráulio Tavares



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sobre o prazer de ensinar: Leituras, Reflexões, Produção de E-book, Teatro de Sombras.

  Apresentação: Chapeuzinho Vermelho do Sertão

O trabalho com leitura e produção escrita não é simples, nem é fácil, se considerarmos o histórico destas práticas nas escolas públicas de nível fundamental de nossa cidade de Boqueirão e do Estado da Paraíba.

Mas isso não pode fazer com que o professor diminua sua vontade de desenvolver projetos que busquem modificar uma realidade avessa à leitura de obras literárias, que são consideradas, por muitos, textos sem função prática. Além disso, a escola hoje disputa com a internet e a telefonia móvel pela atenção dos alunos. E o professor, nessa luta desigual em que está inserido, deve procurar estratégias para despertar no aluno o interesse pela leitura de textos literários (aliando a esse trabalho as Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC); além de utilizar-se de outros recursos que fomentem a criatividade nas diversas ações que compõem a prática pedagógica, como a produção textual e a produção de obras artísticas, a exemplo do teatro de sombras.

Foi na contramão da pedagogia do “faz de conta”, tão impregnada na escola pública brasileira, que propusemos um conjunto de atividades que envolveram: assistir ao primeiro episódio da primeira temporada da série de TV Grimm; ler e analisar os elementos da narrativa nos contos “Capuchinho Vermelho” nas versões dos Irmãos Grimm e de Charles Perrault; pesquisar sobre qual a versão dos contos estudados que os professores do turno matutino da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Conselheiro José Braz do Rêgo, doravante EEEFMCJBR, conhecem; produzir versões do(s) conto(s) abordado(s), adaptando-os a novos contextos; além de apresentar as histórias produzidas utilizando o Teatro de Sombras e, por fim, a edição de um livreto/ebook.

Ao longo destes 15 anos em que leciono na EEEFMCJBR, encontramos muitas dificuldades para incentivar a prática da leitura e da produção textual, porém não posso negar que, após atividades como as que foram anteriormente descritas, reencontro o prazer de ensinar e de aprender junto com os alunos. Assim, diante do empenho dos alunos do 1º ano B – 2013, não nos restou outra alternativa senão enfrentar a escassez de recursos, de motivação e de apoio, dentre outros fatores.

Espero que, com o apoio dos gestores escolares e dos demais profissionais da educação lotados naquela instituição, possamos contribuir ainda mais para o desenvolvimento das habilidades e competências necessárias à formação de bons leitores e melhores cidadãos, desenvolvendo mais projetos de incentivo à leitura e à produção de textos.

Apresentação: A levada Capuchinho

Alunos assistindo às apresentações.

Alunos que apresentaram versões da Chapeuzinho Vermelho
utilizando o Teatro de sombras. Dia 02/12/2013.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Fazendo arte para a semana do folclore



Olá, gente bonita que visita meu blog!

Hoje, publico imagens que, apesar de não muito nítidas, mostram um pouco do que é o trabalho de um educador fora da escola. Passei várias horas pesquisando imagens para montar uma apresentação de slides sobre "deuses da mitologia indígena brasileira", bem como para reprodução em cartazes que utilizamos para falar um pouco sobre mitos e lendas do Brasil.

O trabalho é cansativo, mas valeu a pena o esforço de ficar pintando até às 02:00h. Olhem mesmo minha cara de sono. (risos)

Mas, ao término das apresentações, pudemos ver quanto foi enriquecedor para nós, professores, alunos e direção da escola.

Agradeço às professora Roberta Lopes (com quem aprendi muito sobre a construção do mito "João Pessoa"), Neidinha e Danielle, e ainda à nossa diretora Luzia Eralda que foi a idealizadora do projeto.

Espero que tenhamos conseguido atrair a atenção de nossos alunos para a importância de conhecer nossa história e respeitar a nossa cultura.






















Apresentação de slides sobre os deuses da mitologia indígena brasileira.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

É bom fazermos arte juntos.

 


Há alguns dias, minha esposa, Rute Rávilla, e eu resolvemos mudar a "cara" de nossa sala, acrescentando um quadro. Porém, depois de alguma reflexão, decidimos nós mesmos pintarmos um quadro. 

Compramos duas telas de 50 x 40 cm e íamos fazer duas telas, e Rute deu-me a ideia de fazer um mesmo desenho que envolvesse  as duas telas. Após algumas consultas na internet, escolhemos uma técnica bem interessante para construirmos nosso quadro.


Como materiais, utilizamos um pedaço de esponja para fazermos um fundo aquarelado.


Compramos botões de diversos tamanhos e cores para aplicá-los em relevo na nossa tela.


"E lá vamos nós!" 
Utilizamos tinta acrílica, por ter uma secagem mais rápida e permitir o efeito aquarelado.



Depois de pintar o fundo, com o desenho da árvore já feito, dei uma primeira camada de tinta utilizando pincel mesmo.




Apliquei os efeitos de luz e sombra na árvore...


E em seguida, fiz alguns traços com tinta em alto relevo nas cores branca, marrom e preta.








Depois de algum tempo, com a tinta seca, dispusemos os botões sobre as telas para ver como ficariam...



A seguir, tendo escolhido a melhor posição para os botões, Rute colou-os com cola de silicone.






Como resultado final, obtivemos nosso quadro "Árvore de Botões", idealizado e executado por nós.


O melhor de tudo isso é que nos divertimos, nos sujamos, e entre beijinhos, sorrisos e críticas, temos um objeto artístico que construímos juntos, e que, no futuro, será assunto para contarmos a nossos filhos e netos.

Faça também o seu.

Um grande abraço,

Kleber Brito e Rute Rávilla