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sexta-feira, 4 de abril de 2014

ARTE RUPESTRE: ler, entender e produzir - Textos

Textos produzidos por alunos, com base em pinturas rupestres.



Uma inesquecível história de amor
Francineyde Ferreira

Há muitos e muitos anos, existiu, na Terra, um casal muito apaixonado. Eles se conheceram acidentalmente, num dia frio e escuro. Ela estava fugindo de um enorme animal, cuja espécie não se sabe ao certo, quando de repente bate em um moço alto, de cabelos lisos, com um sorriso apaixonante. Automaticamente eles se apaixonaram.

Alguns dias depois, eles resolveram “juntar os trapos” e assim o fizeram. Anos se passaram e num certo dia, eles estavam em uma cerimônia de confraternização daquele povo, quando um homem de bonita aparência se aproximou para “chavecar” aquela mulher, mas o marido dela não gostou disso e pulou no homem, que reagiu, pegando uma lança e mirando no marido. Ela, assustada, mas num reflexo impensado, se jogou na frente e a lança a acertou em cheio.

O marido viveu sozinho o resto da vida. E lembrava do ato heroico de sua amada todos os dias. Em sua homenagem, ele gravou um desenho deles dois numa pedra para que todos lembrassem de sua história de amor.



A vergonha dos Caçadores
José Alves da Silva Júnior

Certa vez, um grupo de caçadores se reuniu para a caçada do dia, mas como eles não avistaram nenhum animal, começaram, um de cada vez, a contar suas glórias de caçador.
O primeiro falou:
- Eu sou o mais valente, matei um búfalo.
Os amigos retrucaram e falaram que era história dele, pois viram quando ele fugiu ao ver o búfalo.
E um a um iam contando suas histórias, mas sempre alguém do grupo afirmava e provava que era invenção.
Até que chegou a vez do último caçador contar suas glórias. Ele, muito quieto, falou:
- Eu não me vanglorio, pois aqui onde vivemos e caçamos só tem animais de pequeno porte.


A viagem
Pedro Araújo

Há muitos anos, um grupo de pessoas saiu para caçar o seu alimento. Dentre os caçadores, estavam um pai e um filho. Eles saíram pela manhã rumo ao norte. 

No trajeto, eles teriam que passar por três obstáculos para chegar ao Vale das Árvores. No primeiro obstáculo, eles tinham que passar por um rio com correnteza demasiada grande. Eles disseram que daria para passar, no entanto, não perceberam que no meio do rio havia um grande declive, onde se afogaram oito dos dezenove que tinham saído nessa aventura. 

O líder do grupo, ao chegar ao outro lado do rio, fez um desenho em uma pedra em homenagem à bravura dos que morreram. 

O segundo obstáculo era passar por um local que tinha muita areia movediça, em que ficaram para trás outros sete homens. O líder, para mostrar a bravura dos que ficaram ali, fez uma fogueira com sabugueiro e dançaram em volta do fogo. 

Por fim, eles teriam que passar pelo Vale da Morte, onde ficavam os animais mais perigosos da época. Os caçadores tentaram se camuflar na mata, quando tiveram uma terrível surpresa: era um animal colossal, nunca antes visto pelo homem. O líder, então, porque tinha mais habilidades na caça, foi por trás do terrível monstro, com muita destreza subiu nele e desferiu um golpe fatal. 

Passados os obstáculos e chegando ao local desejado, eles encontraram uma enorme caverna em cujas paredes desenharam toda a história dessa aventura.



ARTE RUPESTRE: ler, entender e produzir



LER e ENTENDER

Propusemos a leitura de algumas imagens de pinturas rupestres no Brasil. Em seguida, lemos e discutimos o texto "Arte e Necessidade de Transcendência", de Clenir Bellezi e passamos a questionar as possíveis finalidades do registro pictórico nas cavernas. Procuramos direcionar os alunos para os seguintes questionamentos:


  • De onde ou desde quando vem a necessidade humana de contar histórias?
  • Seria a Pintura Rupestre uma forma de narrativa não verbal?
  • Esse tipo de registro pode ser considerado um texto?

Conteúdos abordados

Arte rupestre.
  • Arte rupestre no Brasil.
  • Significado das pinturas rupestres.
A origem da escrita.
  • O papiro.
  • O escriba.
  • Escrita Culneiforme.
  • Escrita Meroíta.
  • Escrita Harapense (tabletes).
  • Escrita chinesa.
  • O alfabeto.
Textos narrativos.

  • Mitos.
  • Lendas.

PRODUZIR

As atividades aqui propostas procuram, além de fixar a aprendizagem dos conteúdos abordados, oportunizar ao estudante um momento de diversão em que ele se imagina na posição de um homem primitivo realizando algum registro pictórico em pedras, bem como desenvolver sua capacidade de inventar/contar histórias a partir de uma imagem ou através de imagens.

As pedras brancas que utilizamos foram encontradas numa praça em construção aqui na cidade, mas podem ser compradas em lojas de importados em pacotes de 1, 5 ou 10 quilos. Além disso, pode ser uma boa oportunidade para  o professor de Geografia e os alunos poderem ir a algum local que tenha muitas pedras, procurar por seixos ou pedras com superfície pouco áspera (na margem do rio ou em alguma pedreira). O que proporciona, por sua vez, uma aula de campo em que o professor de Geografia pode explorar os conteúdos referentes ao Relevo, à formação da estrutura geológica da Terra etc.

O professor pode fazer o download da fonte INGA STONE SIGNS e imprimir os caracteres em uma folha de papel A4, depois distribuir com os alunos e pedir para que eles escolham alguns desses caracteres e reproduzam na pedra, utilizando pincel marcador para CD.







EXERCÍCIO 1


1. Observe as pinturas encontradas no sítio arqueológico de Tassil n’Ajjer, na Argélia. Com base no que você estudou, que informações podem ser deduzidas de cada uma?

Pinturas localizadas no sítio arqueológico de Tassil n'Ajjer, Argélia. 
Somente nesse sítio já foram descoberta cerca de  15 mil pinturas em pedra. 
Esses desenhos foram produzidos de 7 mil a 13 mil anos atrás.

a. O que representa a primeira figura?
b. O que representa a segunda figura?

c. Se as duas imagens representam caçadores, descreva o possível modo de vida desse grupo.

d. Se a segunda imagem representar pastores, explicite as diferenças desse grupo em relação ao da primeira imagem.



2. O desenho abaixo foi pintado nas pedras situadas no Parque Nacional da Serra da Capivara, no estado do Piauí. Observe-o atentamente e responda às questões propostas.



Pintura Rupestre no Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí.



a. Descreva os elementos representados na figura acima.

b. Identifique o que as personagens da figura estão fazendo.

c. Com base nos elementos e atos representados na figura, elabore uma hipótese de como seria a vida das pessoas que a criaram.

3. (Enem)




A pintura rupestre mostrada na figura anterior, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa



(A) O conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do Brasil.
(B) A organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros. 
(C) Aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do Brasil. 
(D) Os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos. 
(E) A constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período colonial.




EXERCÍCIO 2

1. Usando uma pedra branca ou seixo e um marcador para CD ou retroprojetor, reproduza uma pintura rupestre. Veja os exemplos:




2. Com base em uma imagem de pintura rupestre, crie uma narrativa que relate a história representada na pintura.

Para iniciar o texto, utilize expressões como: “Certa vez...”, “Certa feita...”, “Há muitos anos...”, “Em uma época distante...”, dentre outras.

Lembre-se de NÃO repetir em elementos coesivos sequenciais como "aí", "então", "e aí", "e então", "assim", dentre outros.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, Alexandre; OLIVEIRA, Letícia Fagundes de. Conexões com a história: Das origens do homem à conquista do Novo Mundo.Vol. 1. São Paulo: Moderna, 2010. pp. 30-31, 33, 39, 47, 53, 58, 66, 74, 91, 98-101.

NOGUEIRA, Fausto Henrique Gomes; CAPELLARI, Marcos Alexandre. História, 1º ano: ensino médio. São Paulo: Edições SM, 2010. pp. 38, 50 

OLIVEIRA, Clenir Bellezi de. Arte Literária: Portugal/Brasil. São Paulo: Moderna, 1999.



PRODUÇÕES DOS ALUNOS



















quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cantoria e Embolada - Textos e atividade


Texto 1

A CANTORIA É CULTURA E DEVE SER ACOLHIDA, DECANTADA
José de Sousa Dantas, 2005 

CANTORIA é um misto 
de cultura, diversão, 
talento, arte e beleza, 
empatia, tradição, 
encanto, luz e magia, 
novidade e harmonia, 
conhecimento e magia, 
desafio e alegria 
eloqüência, integração, ....... 

A CANTORIA É CULTURA, 
que eleva, promove, ensina, 
desperta, envolve, interage, 
encanta, inspira, fascina, 
surpreende, comunica, 
contribui, dignifica, 
beneficia, edifica, 
emociona, ilumina,...... 

Tem MOTES apresentados, 
importantes, sugestivos, 
distintos, metrificados, 
inéditos, criativos, 
inspiradores, cantantes, 
verdadeiros, construtivos, 
poéticos, inteligentes, 
atuais e pertinentes, 
agradáveis, instrutivos,....... 

Na CANTORIA há lição, 
conhecimento, surpresa, 
improviso, sutileza, 
filosofia, emoção, 
trabalho, composição, 
autêntica, metrificada, 
com a rima encadeada, 
na melhor desenvoltura, 
A CANTORIA É CULTURA 
E DEVE SER DECANTADA.

Texto 2

Debate ou peleja em versos improvisados por uma dupla de repentistas ou poetas cantadores (como alguns chamam), a Cantoria é uma manifestação artística que possui suas raízes bem fincadas nos estados de Pernambuco e da Paraíba, e ainda se dissemina por todo o Brasil. 
A cantoria é uma forma poético-musical com gêneros diversos, como a quadra, pé-quebrado, quadrão, sextilha, sete linhas, décima, martelo alagoano, galope à beira mar, dentre tantos outros. 
Diferente de outras manifestações artísticas que se utilizam da palavra falada/cantada e escrita, a cantoria possui características próprias no que diz respeito a sua realização. Primeiramente, os repentistas ou poetas cantadores devem dispor de um local previamente determinado em que a disposição de mesas e cadeiras favoreça os poetas para a ocasião da cantoria. 
Outro ponto importante é a fidelidade às regras dos gêneros escolhidos, pois os cantadores não saem simplesmente rimando versos aleatoriamente. Antes disso, é fundamental que o cantador saiba quais são os gêneros, o que é um mote, e conheça as regras da cantoria. 
Nas salas onde a cantoria é realizada, deve haver algum recipiente (um pires, um prato ou bandeja) para recolher as contribuições dadas pelos espectadores que depositam qualquer valor, de acordo com suas posses. Algumas vezes, os cantadores mencionam o nome de um ouvinte em especial, para que ele faça uma contribuição mais robusta. 
Contudo, modernamente, e com os esforços de muitos poetas cantadores, em especial o poeta Ivanildo Vila Nova, a cantoria alcançou a profissionalização. Antes, o cantador não tinha horário fixo, cachê fixo, mas, com a profissionalização, agora o cantador tem tempo determinado de participação, contribuição/recolhimento de FGTS, além de outros benefícios. 
Com isso, a cantoria atingiu também o status de "show" cultural. Com essa valorização, o cantador não se limita a se apresentar apenas em bares, salões, fazendas, como era antigamente, mas os grandes teatros e casas de espetáculos abriram as portas para a cantoria. 
Antigamente, os desafios mais célebres, e que tiveram repercussão, eram transcritos em livretos e vendidos nas feiras. Havia ainda a divulgação em difusoras, quando da ocorrência de uma peleja com cantadores famosos que chegavam em uma cidadezinha. Isso era feito para atrair a população para assistir ao desafio. As vezes, dada a fama de uma ou outra dupla, pessoas se deslocavam a pé, em montarias, de carro-de-boi, ou qualquer outro meio de transporte, para assistir aquele memorável evento. 
Era comum na cantoria o intervalo entre uma e outra sequencia de versos, nos quais os cantadores se refaziam bebendo cerveja, cachaça, refrigerante, suco ou café. Ainda trocavam palavras com os presentes. 
Normalmente, os cantadores iniciavam suas apresentações com assuntos decididos por eles ou por sorteio. Usavam preferencialmente as Sextilhas. Em seguida, ficavam a disposição dos espectadores para a escolha do gênero ou dos temas. 
Com relação aos temas, há uma enorme gama de assuntos. São estórias de Trancoso, de cangaceiros, de heróis, da seca, do amor, da Bíblia, de política, etc. ou simplesmente de coisas que vão acontecendo na hora da apresentação, algumas vezes mudando até o tema proposto inicialmente. Porém, o que animava a cantoria era mesmo a disputa com troca de ofensas, a excentricidade, a sátira política e os comentários humorísticos. 
Apesar da riqueza poética e musical desta alta manifestação da cultura popular, há ainda muita resistência dos mais jovens, de alguns críticos e puristas em difundir nas escolas esta rica cultura da cantoria e do repente, por conseguinte. 
Uma das formas de divulgação dessa cultura continua sendo a realização de festivais. Nesses eventos, existe uma mesa julgadora composta por apologistas, artistas, poetas, os quais conhecem a fundo todas as regras e modalidades. Os critérios por eles analisados são: métrica, rima, assunto e desenvoltura.

Fonte: FRANÇA, Marcos. Para rir até chorar com a cultura popular. 2006

Texto 3


Embolada

"A embolada é um gênero musical de origem nordestina e tem como principal característica o curto intervalo entre as palavras e os versos, criando assim, uma melodia quase que totalmente oratória. Geralmente é feito de improviso quando do encontro de dois emboladores em uma feira, por exemplo. Na maioria das vezes a letra é satírica, cômica e descritiva. O ritmo tende a aumentar de velocidade, o que dificulta a dicção e o improviso."

Fonte: http://cordeleviolaoderua.arteblog.com.br/209625/EMBOLADA/


 
SUGESTÃO DE ATIVIDADE
(Para 5º e 6º anos)

1. "O nosso estilo é a embolada, pois fazemos versos improvisados ao som do pandeiro e do ganzá, só que a gente inclui outros instrumentos nos shows, como violinos, cavaquinho, bateria, baixo, guitarra, flauta e muita percussão.Tudo na medida, sem prejudicar a essência de cantador de rua, que faz também baião, aboio e forró. Criam rimas com os sons das palavras sobre o cotidiano e situações maliciosas - motes tradicionais da cultura nordestina”. (Castanha, da dupla Caju e Castanha)

Pelo trecho da fala do embolador Castanha, reproduzida acima, podemos entender que:
a. Os emboladores tocam sempre com uma viola.
b. Violino, guitarra, baixo e bateria são instrumentos característicos da embolada.
c. Os emboladores tradicionalmente se utilizam de pandeiro e ganzá nas suas apresentações.
d. A embolada é uma manifestação da música popular brasileira (MPB).

2. A embolada, assim como a Cantoria, é uma manifestação da cultura popular originalmente:
a. Do Sudeste
b. Do Norte
c. Do Nordeste
d. Do Centro-Oeste

3. Em uma cantoria:
a. Os cantadores vão rimando de qualquer jeito sem se preocupar com rimas
b. O ambiente não precisa estar organizado, pois pode-se cantar de qualquer forma.
c. Não há regras. Portanto não precisa se preocupar com regras do gênero.
d. Os cantadores obedecem a uma estrutura rítmica de acordo com o gênero do poema escolhido.

4. Explique a diferença entre cantoria e embolada.

5. Pesquise e escreva o nome dos principais gêneros da Cantoria.

6. Pesquise e relacione o nome dos mais famosos poetas cantadores e emboladores do país.


Além dos textos, o professor também pode apresentar um desses vídeos abaixo, ou todos eles, e propor uma discussão mais abrangente com os alunos, antes de aplicar alguma atividade. Pode ainda adaptar a atividade e a proposta como um todo para trabalhar com turmas do ensino médio.


Trechos  do documentário "Poetas do Repente", produzido pela TV Escola.




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Jogo rápido: Período Composto por Coordenação

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

Período composto por coordenação é aquele constituído por orações sintaticamente independentes, que se apresentam organizadas em uma sequência.

Exemplos:
  • Vim, vi, venci.
  • Estudo, trabalho e viajo.
  • Trabalho, viajo e estudo.
  • Viajo, estudo e trabalho.
  • Paulo está muito doente, logo não vai trabalhar.


Leia atentamente a charge:
Oração 1: Solta isso, menino,
Oração 2: Tu quer* morrer? 

*No padrão culto, recomenda-se o uso de "queres" para a correta concordância..

As orações em um período composto podem estar ligadas com ou sem a presença de uma conjunção.
Se estiverem ligadas sem conjunção, são assindéticas. Se estiverem ligadas por uma conjunção, são sindéticas.

Exemplos:

  • Leio, escrevo, tenho minhas próprias ideias.
  •  A mente é forte, mas a carne é fraca.


Sentido das orações coordenadas

Aditivas: estabelecem ideia de adição, soma.
Exemplo:
  • Não venderemos a casa, nem (venderemos) o carro.
  • "Primeiro vem um e fala que não tem segurança"


São conjunções aditivas: e, nem, mas, também.


Adversativas: estabelecem oposição, adversidade.
Exemplo:
  • Gostaria de ter ido ao cinema, mas não tive tempo.
  • Gostaria de ter ido ao cinema, porém não tive tempo.


São conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.


Alternativas: estabelecem alternância.
Exemplo:
  • Siga o mapa ou peça informações.
  • "Cuidado onde pisa, ou a terra o engolirá".


São conjunções alternativas: ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer, siga...siga.


Conclusivas: estabelecem conclusão.
Exemplo:
  • São todos estúpidos, portanto não vão entender.
  • "Penso, logo existo..."


São conjunções conclusivas: portanto, logo, por isso, pois, assim.


Explicativas: estabelecem explicação.
Exemplo:
  • Você só sentiu frio, porque estava sem agasalho.
  • "Se prepara porque vamos curtir umas férias"
  • "Se prepara pois vamos curtir umas férias"


São conjunções explicativas: que, porque, pois, porquanto.




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Ebook "Chapeuzinhos et cetera e tal"

Neste post, compartilho com vocês o resultado do Projeto "Contos de Fadas e Intertextualidade". 


Ebook: Chapeuzinhos Et Cetera e Tal



Clique aqui para fazer o download do ebook.
 E-book Chapeuzinhos Et Cetera e Tal


sábado, 18 de janeiro de 2014

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Parte V

Procedimentos Metodológicos

Aulas 11 e 12

Preparação:


De posse de todas as fichas utilizadas pelos alunos na coleta dos dados com os professores entrevistados, crie um documento no Microsoft Excel com as informações obtidas, para poder, a partir desses dados, criar os gráficos que mostram os resultados da pesquisa. 

  • Lembre-se que esta atividade pode ser feita em conjunto com os alunos na sala de aula (Mas isso fará com que seja necessário ampliar o número de aulas desse projeto). Certamente que muitos deles podem saber utilizar o Excel com maior habilidade, ou podem conhecer outro software com as mesmas funcionalidades. Além disso, os alunos se sentirão mais valorizados por fazerem parte do processo de produção.


Sugestão:

Exemplo 1
Clique na imagem para vê-la ampliada.

Exemplo 2



Nestas aulas, com todos os textos dos grupos revisados, digitados e copiados, organize as carteiras em círculo, distribua as cópias dos contos e faça uma roda de leitura com os alunos. 
  • Se os alunos tiverem o Tablet Educacional, compartilhe o arquivo (.doc ou .PDF) dos textos via Bluetooth ao invés de distribuir as cópias impressas.
  • Aproveite este momento para, também, verificar se não ficou nenhum problema nos textos que precise de correção.


Reserve os 15 minutos finais da última aula (se possível) para planejar com os alunos a produção de um e-book com os textos deles. Convide aqueles alunos(as) que adoram desenhar, para fazer o desenho da capa e as ilustrações dos contos.

Desenho do aluno Tiago Gomes, 1º ano B - 2013.

Como sugestão, organize todos os textos em um único arquivo do Microsoft Word:
  1. Insira a imagem da capa na primeira página (Se você ou algum aluno tiver domínio de algum software de edição de imagens, utilize-o para editar uma capa bem bonita).
  2. Coloque o nome dos envolvidos e suas funções.
  3. Faça uma boa apresentação do projeto.
  4. Insira o sumário.
  5. Organize os textos (com os nomes dos autores).
  6. Inclua algum texto seu, professor, com a mesma temática.
  7. Caso ache necessário, produza um capítulo com o relatório do projeto desenvolvido.
  8. Finalize, salvando como PDF (baixe o complemento da Microsoft para salvar como PDF, clicando aqui) e compartilhando com os alunos da turma e, se quiser, de toda a escola (você pode disponibilizar o e-book no grupo do Facebook de sua escola - se tiver um)

  • Caso queiram e encontrem algum apoio da direção da escola, organize um momento para o lançamento do e-book. Um bolo simples e alguns salgados, acompanhados daquela Coca-cola bem geladinha "cai bem demais". Este momento servirá para estreitar ainda mais o relacionamento com os alunos e também como prêmio para todos pelo sucesso do projeto.


E fim!


Em breve, faremos um tutorial detalhado sobre como preparar uma apresentação na sala de aula utilizando o Teatro de Sombras.

Apresentação do Teatro de Sombras

Um grande abraço e muito sucesso!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Jogo rápido: Frase - Oração - Período

Frase: é o enunciado linguístico que, independentemente de sua estrutura ou extensão, traduz um sentido completo em uma situação de comunicação. O início e o fim da frase são marcados, na fala, por uma entonação característica e, na escrita, por uma pontuação específica. A frase pode ter uma palavra ou várias. Pode apresentar verbo ou não.

Exemplos:
  • Silêncio!
  • E agora o quê?
  • Aonde vai com tanta pressa?
  • Oi.
  • “O bicho, meu Deus, era um homem” (Manuel Bandeira)
  • A arte de inventar o passado.
  • "Contas. Mais contas. Outras contas. Décimo terceiro."




Frases Nominais: não possuem verbo.

Exemplos:
  • Silêncio!
  • Oi.
  • Bom dia!
  • Mercadinho São Paulo: preço baixo todo dia.


Frases Verbais: possuem verbo.

Exemplos:
  • Aonde vai com tanta pressa?
  • “O bicho, meu Deus, era um homem” (Manuel Bandeira)
  • A arte de inventar o passado.


Além da classificação em nominais e verbais, as frases podem ser classificadas em:

Frases declarativas: o emissor constata um fato.

  • Ele já chegou.
  • Fizeram-no sair.
  • Hoje eu acordei muito triste.


Frases interrogativas: o emissor da mensagem formula uma pergunta.

  • O que queres que eu te faça?
  • Quem foi que disse que eu sei?
  • Ele já mandou o e-mail?


Frases imperativas: O emissor dá uma ordem ou faz um pedido.

  • Pare já com isso!
  • Venha já aqui!
  • Dê-me uma mãozinha!


Frases exclamativas: O emissor exterioriza um estado afetivo.

  • Mas que coisa chata!
  • "Que calor da mulesta!"
  • Nossa! Que lindo!




Oração: é um enunciado linguístico que apresenta uma estrutura caracterizada sintaticamente pela presença obrigatória de um predicado. O predicado é introduzido, na língua, por um verbo. Por esse motivo se diz que toda oração precisa ter um verbo (ou que o verbo é o único elemento essencial da oração). 
A oração apresenta, na maioria dos casos, um sujeito e vários outros termos complementares.

Exemplos:
  • Corram!
  • Nós compramos livros muito interessantes.
  • Chove muito em Campina Grande.
  •  Espero que Eduardo venha amanhã.
  •  Se você já é cliente, disque  um.
  •  Se quer fazer algum elogio, disque dois...
  • “Pois bem, essa é a política da empresa. Se estiver de acordo, a vaga é sua.”





Período: é o enunciado de sentido completo constituído por uma ou mais orações. Pode ser simples (formado por uma oração), ou composto (formado por duas ou mais).


Exemplos:


“Atenção!” – frase nominal.
“O blog mudou de endereço” – período simples
“Agora é www.blogdoorlandeli.zip.net.” – Período simples

Agora se juntássemos em um único enunciado, poderia ficar:

Preste atenção, pois o blog mudou de endereço e agora é www.blogdoorlandeli.zip.net.” – período composto




Referência Bibliográfica:

ABAURRE, Maria Luiza M., ABAURRE, Maria Bernadete M. e PONTARRA, Marcela. Gramática: Texto: Análise e Construção de Sentido - Vol. único. 2ª ed. São Paulo: Moderna. 2012. pp. 372-377.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Projeto: Contos de Fadas e Intertextualidade - Parte IV

Procedimentos Metodológicos
Ilustração: Kleber Brito

Aulas 5 e 6

Diante de todas as informações que já foram compartilhadas com os alunos nas aulas anteriores, o professor pode iniciar estas aulas fazendo um breve resumo (oralmente) sobre os contos de fadas e a influência deste gênero sobre outras mídias, para, logo em seguida, questionar qual a versão mais conhecida: Grimm ou Perrault? Livro ou Desenho Animado? Filme? Assim, ao perguntar aos alunos "Qual a versão deste conto de fadas que vocês acreditam ser a mais conhecida?", surgirão respostas imediatas, mas que não terão (presume-se) nenhuma base real conhecida pelos alunos. Desse modo, o professor precisa propor aos alunos que façam uma pesquisa com professores e/ou funcionários da escola, especificando um turno, "Manhã", por exemplo, para que o trabalho não seja muito extenso e cansativo, para saber qual a versão da história da Chapeuzinho Vermelho é a mais conhecida, dentre outros dados.

Na sala de aula, o professor deve elaborar, em conjunto com os alunos, algumas perguntas que queiram fazer aos entrevistados. Deve traçar detalhadamente o processo desde o contato inicial dos alunos com os entrevistados, a entrevista e a coleta de dados. 

É importante que o professor oriente os alunos em como fazer a abordagem, o que deve ser explicado sobre esse trabalho, como se expressar oralmente diante de um interlocutor que, supostamente, tem domínio da norma padrão da língua portuguesa, como falar com coerência e clareza de ideias, e como registrar as respostas dadas pelos entrevistados (utilizar gravador de voz do aparelho celular ou filmar a entrevista? - com a devida permissão do entrevistado, caso ele não permita anotar a lápis).

Com relação às questões e aos tópicos mais relevantes sobre os quais os alunos tiverem dúvidas, é bom o professor anotar no quadro e pedir que todos alunos também o façam. Dê espaço para que os alunos façam intervenções e, se quiserem, revejam a possibilidade de alterar as questões propostas para a entrevista.

Dadas todas as instruções, os alunos, reunidos em grupos de até 5 componentes, deverão ir a campo para realizar as entrevistas. O professor precisa listar os professores e/ou funcionários que serão entrevistados e definir antecipadamente quais grupos entrevistarão quais professores. 

De posse das questões anotadas, digite as questões e imprima cópias para os grupos, a serem distribuídas no próximo encontro.

  • O professor pode pular toda esta etapa e já entregar as questões elaboradas, mas vai tirar, certamente, toda a graça de produzir as questões com os alunos em sala de aula e de ouvi-los durante as discussões que poderão surgir dessas atividades.

Veja este exemplo que produzimos:


PROFESSOR ENTREVISTADO



DISCIPLINA QUE LECIONA






PERÍODO EM QUE OUVIU A HISTÓRIA PELA PRIMEIRA VEZ



NA INFÂNCIA



NA ADOLESCÊNCIA



JÁ ADULTO





A PARTIR DE QUE SUPORTE TEVE O PRIMEIRO CONTATO COM ESSA HISTÓRIA?



LIVRO



DESENHO ANIMADO



FOLHA AVULSA







TEM CONHECIMENTO DE MAIS DE UMA VERSÃO DO CONTO CHAPEUZINHO VERMELHO?






SIM


DUAS VERSÕES



MAIS DE DUAS VERSÕES



HISTÓRIAS ADAPTADAS PARA O CINEMA

 NÃO



Nesta parte, peça ao professor(a) entrevistado(a) que faça um resumo da história da Chapeuzinho Vermelho. Preste muita atenção e, enquanto ele conta a história, marque um X para cada um dos elementos que fizerem parte da versão por ele(a) relatada.

1. Na história contada pelo professor, Chapeuzinho é descrita como:


Criança

Adolescente

Adulta

2. Na versão do professor entrevistado, Chapeuzinho foi à casa da vovó levar:


Doces

Bolo

Frutas

Outro:


3. Segundo a versão contada pelo professor, o Lobo Mau:


Comeu a Vovó.

Engoliu a Vovó.

Devorou a Vovó.

Outro:

4. Em seguida, nessa versão, o Lobo:


Comeu a Chapeuzinho.

Engoliu a Chapeuzinho.

Devorou a Chapeuzinho.

Outro:

5. Na versão contada pelo professor, a Chapeuzinho Vermelho e a Vovó:


Sobrevivem

Morrem

Apenas Chapeuzinho sobrevive.

Outro:


6. Na história contada pelo professor, quem aparece para salvar a Chapeuzinho e a Vovó?


Um caçador

Um lenhador

Um camponês

Outro:





Aulas 7 e 8

Que tal um cineminha?




Importante:

  • Se você recebe um excelente salário (diferentemente da maioria dos professores), "compre agora mesmo" o DVD neste site: Saraiva (o filme até que não é caro, mas o frete é golpe baixo). Você pode optar pela versão digital.


  • Porém, se você é "professor contratado", como dizemos, e recebe aquele gordo salário mínimo (você, meu querido, já tem a minha admiração. É um herói), baixe o filme neste link.



Prepare uma caixa de som amplificada, aquele cabo de áudio P10/P2, o notebook (ou netbook), o projetor multimídia, a extensão para as tomadas e a pipoca, claro. (Se a cozinheira da sua escola for gente boníssima e a diretora também, pode trazer o milho e pedir para prepararem na escola. Pode combinar com os alunos de "racharem" aquela coca-cola geladinha). 

Como o filme é um pouco longo, converse com aquele(a) professor(a) camarada e faça uma permuta com ele(a), caso você tenha outro horário depois dessas aulas.

Lembre-se de assistir ao filme antes, em casa, e fazer anotações que considerar importante, para depois discutir com os alunos, ou sobre o enredo, ou personagens, ou alguma cena específica etc.


  • Caso queira, o professor pode pular esta etapa, mas perderá um momento ímpar com os alunos.
  • Se achar melhor, e os alunos tiverem o Tabblet Educacional, faça o download do filme e compartilhe com os alunos. Assim eles podem assistir ao filme em casa.


Antes de se despedir dos alunos, entregue as cópias impressas com as perguntas para as entrevistas.


Ilustração: Kleber Brito

Aulas 9 e 10

Nestas aulas, o professor dará espaço para que os alunos compartilhem as experiências que tiveram com as entrevistas. Para tanto, cada grupo escolherá dois representantes para falarem sobre as impressões dessa experiência. Lembre-se que isso é apenas uma sugestão, pois nada impede que todos os membros do grupo façam suas considerações.

Ainda neste conjunto de aulas, se houver tempo, o professor apresentará uma proposta de produção de uma nova versão da história da Chapeuzinho Vermelho. Produza você mesmo, professor, uma nova versão antecipadamente e, neste momento, apresente aos alunos oralmente. Use a sua criatividade e busque temáticas mais diversas e inusitadas para estimular os alunos. Você pode sugerir:

- Que tal criarem uma história sobre uma menina que ganhou do pai um "sapatinho vermelho"? Ou uma "melissinha vermelha"?

Ou, mudando a perspectiva:

- Imaginem um garoto que é fã de hip-hop e anda com as calças baixas, quase caindo, deixando à mostra seu "cuecão vermelho". Que tal escreverem esta versão?

Mas cuidado para não privilegiar apenas as suas ideias, professor(a). Deixe que os alunos, a partir de suas sugestões, escolham os temas.

Depois que os grupos escolherem seus temas, anote-os para seu controle. Não esqueça de determinar um prazo para a produção e entrega do texto. 

Como não serão muitos textos, leia-os, veja os problemas existentes, destaque-os e devolva aos alunos para reescrita.
Para facilitar o seu trabalho, peça para que eles entreguem o texto revisado e digitado em arquivo do Word via pendrive ou e-mail. (Isso ajudará muito na edição do e-book - mas isso é assunto para outro post)


  • Ao término da aula, recolha as folhas com as questões da pesquisa respondidas, para posterior análise dos dados.



Até o próximo post!