domingo, 12 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Clube de Leitura da EEEFMCJBR: um mês
Olá, amigo visitante e queridos alunos.
Nosso Clube de Leitura está a cada dia se tornando melhor. Um espaço para lermos, discutirmos o que lemos, trocar experiências de leitura e de vida e dar boas rizadas.
Nos primeiros encontros, apresentamos a vocês o projeto base do Clube, nossas propostas, os objetivos, os contatos que iremos ter com escritores locais, o apoio da ABES, as viagens que estamos planejando, bem como a ideia de produzirmos conteúdos diversos.
A participação de vocês tem sido muito motivadora. Tanto para mim, que sou coordenador do Clube, para os que participam desde o início, quanto para os novos membros que têm se juntado a nós. E saibam que isso pode alcançar ainda maiores proporções. Vai depender de cada um de nós.
Nosso primeiro texto lido, o conto "A terceira margem do rio", de Guimarães Rosa, foi um aperitivo muito exótico para vocês, pelo que percebi, mas o banquete da leitura de "Menino de Engenho", de José Lins do Rego, têm rendido bastante.
Em nosso último encontro, na quinta-feira próxima passada, dia 09 de maio, tivemos a presença de um membro honorário do Clube, o professor e escritor Maxwell Dantas, que destacou, dentre outras coisas, a marcante contribuição dos membros do Clube de Leitura. Outro grande amigo que contribuiu indiretamente neste último encontro foi o professor Paulo da Mata, com importantes informações sobre o contexto histórico da Paraíba que serve de pano de fundo para a obra que estamos lendo.
Obrigado, queridos, pela confiança, pela presença, pelos momentos de aprendizado que estamos tendo juntos.
Seguem abaixo algumas fotos que ficam marcadas não apenas nesses pixels, mas sobretudo em nossa memória.
Um grande abraço!
Acesse:
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Uma simples história de amor (Parte I)
Simples assim. E nem tão simples parece. Um dia qualquer de minha lembrança, quando eu passava pela esquina em que fica o açougue, vindo da Rua do Banco do Brasil em direção à Rua do Mercado Público, passa por mim uma menina, uma rosa bailarina. Que estranho lembrar-me disso. Por quê? É tão real aquela bailarina a caminhar em meus pensamentos.
Os dias se passam e minha vida continua vazia, tediosa, amigos, "amigos", trabalho, bebidas, festas, maus conselhos e eu caminho ao abismo. Tinha eu cerca de 25 ou 26 anos, tinha desacreditado da vida, do amor, do que é certo, do que é ter princípios, caráter, sem falar que eu andava muito bravo com Deus. Ora por quê? Pois eu sempre acreditei que valeria a pena o homem se guardar para um amor de verdade. Eu pensava que Deus tinha me reservado um amor de verdade para viver minha vidinha e envelhecer com esse sentimento e morrer e ter um lugar pra sempre e... Havia fracassado em um relacionamento, o primeiro a sério. Pensei por muito tempo que a culpa era minha e de minhas decisões sentimentais, mas não, não era mesmo; a culpa era de Deus. E por que lembrar disso todo santo dia? Ah, a bailarina...
Numa dessas minhas fugas da realidade, convidado por amigos, fui assistir a uma apresentação de arte, teatro, dança, etc. Combinamos, um amigo me apresentou uma cunhada dele, conversamos, olhamos as apresentações e mais uma vez, uma rosa bailarina dança, dança, conduz umas vinte outras bailarininhas rosinhas. Ela era a maior, destacava-se, muito aplaudida. Nunca me esqueço daquela dança, daquele sorriso meio envergonhado.
Volto a minha vida comum, o tempo passa, me envolvo em mil “desvirtuosidades”, lanço-me a precipícios, tento me vingar de Deus, e num dia qualquer em que eu volto de uma festa onde fui tocar guitarra numa banda de forró, em um ônibus vindo de Campina Grande para minha cidade natal, eu simplesmente declino-me a uma depressão, uma crise existencial, um vazio enorme. Vejo agora nitidamente o quão distante eu andei de Deus nos últimos tempos, indiferente ao Seu chamado, aos Seus apelos. Voltei. Voltei ao seio da Igreja de Cristo, a comunhão com minha família, minha mãe, meu pai, meus irmãos e sobrinhos. Comecei a reviver, ou reaprender a caminhar. Porém eu chorava todo dia, sem saber o motivo. Era o monstro da depressão a me incomodar, com o qual lutei bravamente todo dia durante dois anos.
O tempo se passa, claro que passa, e eu me vejo a retomar minha vida, a querer estudar, a mudar de ofício. Invento que quero aprender computação, invento que quero ser o melhor professor de português, e saio inventando.
Primeiro dia da volta às aulas na minha escola, estou eu lá na primeira aula e mais quarenta e poucos alunos do segundo ano. Uns são novatos, outros já conhecidos, o ensino médio nunca esteve tão repleto de caras novas. Foi exatamente neste dia que reencontrei aquela bailarina rosa, com seus adereços rosa, caderno rosa, e sorriso ainda tímido e quase medroso. O ano letivo prosseguia e eu teimava com os alunos sobre a boa escrita; a bailarina já sorria pra mim. Chego em casa, ligo o computador, leio os e-mails, entro num tal de MSN, olho fotos num dito ORKUT, uma "janelinha" sobe, alguém me adiciona, quer conversar, ou melhor teclar, mas de início é só silêncio.
Após algum tempo, estou eu acessando a internet e a janelinha sobe mais uma vez. Quem era? A bailarina, bem pensado. Era ela sim. Conversamos sobre muitas coisas, sobre gosto musical, Djavan, besteiras, solidão, começamos a nos aproximar, nos víamos na escola de outra forma, não era mais uma aluna, era aquela bailarina, encantadora, amável, tão linda...
É, mas eu tinha um medo, receio, temor, ou o que queira chamar. Não queria me envolver com aluna, eu era muito profissional. Que besteira! Ela cuidou em me envolver, me encantar. Descobrimo-nos por coincidência, ou providência, indo no mesmo ônibus de estudantes para Campina Grande. Ela estudava Espanhol e eu Computação, pois eu não queria ficar à noite só em casa ou na rua, remoendo velhas lembranças ou sofrendo a dor da solidão.
E foi assim por muitos dias, conversávamos besteiras naquele ônibus, sempre íamos em cadeiras separadas. Pela manhã, éramos professor e aluna, à noite éramos amigos. Bem pouco tempo depois numa "teclada" pelo MSN, conversamos sobre o que pensávamos um do outro. Nisso, como um relâmpago nos desafiamos a olhar nos olhos um do outro. Eu estava na lan-house de um amigo, sozinho, tomando conta de tudo pra ele; ela estava em casa e saiu de imediato para me encontrar. Dissemos "oi". Foi tão diferente aquilo. Ela se aproximou, cheirosa, linda, tão bailarina, rosa, e eu atônito, ela tão nova, eu professor, ela aluna, frio na barriga, tremor nos pés, que sensação tão boa. "Balinha de iogurte?", "Ah, eu quero!", mãos livres, no rosto, nos cabelos, que cheiro bom, que rosto suave, que boca linda, que lábios, que sabor, que calor, respiração, coração a pulsar forte - como agora quando escrevo. Parece que estou revivendo o momento - tão pouco tempo. Senti-me menino outra vez. "Estou vivo", pensei. Posso realmente amar? Será esta uma chance que Deus está me dando de me redimir Consigo?
Retomamos nossa conversa pela internet, passou-se o tempo, nos despedimos, voltamos à normalidade de nossa vida. E eu me pegava a ver as fotos dela pelo ORKUT. Numa dessas vezes, minha mãe e irmã me viram a delirar, ou "babar", como elas mesmas disseram. Eu passava as horas imaginando se daria certo, calculando, muito meticuloso, eu pensava que poderia fazer um plano de aula perfeito em que protagonizássemos um casal feliz, um amor ideal. Contudo eu temia em me decepcionar.
Semanas mais tarde, mais próximos, mais amigos, mais ansiosos por um novo encontro, fugimos: eu, da faculdade, era umas sete e meia da noite; ela, de seu curso. Encontramos-nos próximo à prefeitura de Campina Grande. Conversamos, nos olhávamos bastante e nos beijamos mais uma vez. Eu parecia um adolescente descobrindo os sentimentos, descobrindo estar vivo, apaixonado. E para nossa infelicidade, o ônibus chega e ela tem que entrar nele, eu fiquei, numa tentativa de disfarçar nosso encontro para os demais, mas "estava na cara" que havia algo muito precioso crescendo entre nós.
Dia após dia, nos víamos na escola, conversávamos, balinhas de iogurte, que parecia representar um beijo para nós. No ônibus, eu sentava à frente dela, e ela a mexer no meu cabelo. Todos viam o quanto ela gostava de mim. E eu já gostava demais daquela bailarina, aluna, amiga.
Numa dessas ideias formidáveis, sua irmã resolve me convidar para dar aulas particulares, com o objetivo de auxiliá-la no vestibular. E todo sábado eu ia a sua casa para dar aulas de redação, gramática, literatura, tomar sorvete, comer salada, etc. No começo eu ia acanhado, mas fui logo me encantando pela família e pelas loucuras de sua mãe. Tornamos-nos cada vez mais próximos, amigos. Mas o medo falou mais alto, a insegurança foi minha inimiga, e não entendo o que me fez dizer a ela, em um dia cinza, que não dava para acontecer nada entre nós. Olhei nos olhos dela, sentados como estávamos no sofá de sua casa, e disse que não tinha como vivermos uma história de amor, éramos tão diferentes. Parti o coração dela com os pedaços do meu. Triste decisão aquela, que me corroeu os ossos e os pensamentos, tirou de ritmo meu pulso. Ficamos amigos, mas nutríamos silenciosamente aquele amor aparentemente impossível.
Alguns meses se passaram...
(Clique para ver a continuação.)
Kleber Brito
Kleber Brito
terça-feira, 23 de abril de 2013
@ruteravilla
Era uma vez uma bailarina
E era uma vez um professor
Era uma vez uma escola
E era uma vez um grande amor.
De uma vez só todos colidem
Todos coincidem numa expressão
única e bela e tão rara e pura
que sempre dura na imensidão.
Na imensidão do espaço
Na imensidão do tempo
Na imensidão do eterno
E do pensamento.
Na vastidão do conto,
Na vastidão do poema,
Na exaustão das letras,
da voz, do som, do tato.
No contato das gotas do orvalho,
das lágrimas, dos sorrisos,
dos olhares, dos passos.
Era uma vez um amor e um sempre,
narrados pela felicidade,
com um "@ruteravilla" do início ao fim presente
com um sorriso pulsante,
envolvidos na gênese do ser e do sentir
até voltar o Senhor dos nossos sonhos
mais presente que o pulsar lancinante
dos nossos corações eternamente atados.
E era uma vez um professor
Era uma vez uma escola
E era uma vez um grande amor.
De uma vez só todos colidem
Todos coincidem numa expressão
única e bela e tão rara e pura
que sempre dura na imensidão.
Na imensidão do espaço
Na imensidão do tempo
Na imensidão do eterno
E do pensamento.
Na vastidão do conto,
Na vastidão do poema,
Na exaustão das letras,
da voz, do som, do tato.
No contato das gotas do orvalho,
das lágrimas, dos sorrisos,
dos olhares, dos passos.
Era uma vez um amor e um sempre,
narrados pela felicidade,
com um "@ruteravilla" do início ao fim presente
com um sorriso pulsante,
envolvidos na gênese do ser e do sentir
até voltar o Senhor dos nossos sonhos
mais presente que o pulsar lancinante
dos nossos corações eternamente atados.
Kleber Brito
domingo, 21 de abril de 2013
INTERTEXTUALIDADE
Em se tratando de criação artística, na tentativa de aproximar uma obra de outra, utilizar uma obra como base para a produção de outra, os artistas podem "tomar por empréstimo" um elemento específico, uma estrutura, ou toda a obra, reelaborando-a com uma proposta diferente.
Para tanto, se valem do processo de intertextualidade que é definido por Fiorin (2003) como a "incorporação de um texto em outro, seja para reproduzir o sentido incorporado, seja para transformá-lo".
Segundo Kristeva (1974), “todo texto se constrói como mosaico de citações, todo texto é absorção e transformação de um outro texto”.
Tomemos como exemplo os textos abaixo:
Texto 1
Mateus
26.39-42
Bíblia Sagrada
“E, indo um pouco mais para diante,
prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe
de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.
E, voltando para os seus discípulos,
achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo?
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
E, indo segunda vez, orou, dizendo:
Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua
vontade.”
Texto 2
Cálice
Chico Buarque
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda
(Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno
(Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)
Texto 3
Cálice
Criolo
Como ir pro trabalho sem levar um
tiro
Voltar pra casa sem levar um tiro
Se as três da matina tem alguém que frita
E é capaz de tudo pra manter sua brisa
Voltar pra casa sem levar um tiro
Se as três da matina tem alguém que frita
E é capaz de tudo pra manter sua brisa
Os saraus tiveram que invadir os
botecos
Pois biblioteca não era lugar de poesia
Biblioteca tinha que ter silêncio,
E uma gente que se acha assim muito sabida
Pois biblioteca não era lugar de poesia
Biblioteca tinha que ter silêncio,
E uma gente que se acha assim muito sabida
Há preconceito com o nordestino
Há preconceito com o homem negro
Há preconceito com o analfabeto
Mais não há preconceito se um dos três for rico, Pai.
Há preconceito com o homem negro
Há preconceito com o analfabeto
Mais não há preconceito se um dos três for rico, Pai.
A ditadura segue meu amigo Milton
A repressão segue meu amigo Chico
Me chamam Criolo e o meu berço é o rap
Mas não existe fronteira pra minha poesia, Pai.
A repressão segue meu amigo Chico
Me chamam Criolo e o meu berço é o rap
Mas não existe fronteira pra minha poesia, Pai.
Afasta de mim a biqueira, Pai.
Afasta de mim as biate, Pai.
Afasta de mim a coqueine, Pai.
Pois na quebrada escorre sangue, Pai.
PaiAfasta de mim as biate, Pai.
Afasta de mim a coqueine, Pai.
Pois na quebrada escorre sangue, Pai.
Afasta de mim a biqueira, Pai.
Afasta de mim as biate, Pai.
Afasta de mim a coqueine, Pai.
Pois na quebrada escorre sangue.
Percebemos que o texto 2 toma o trecho "Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice" que, no trecho do Evangelho (texto 1), se refere claramente ao fato de Jesus, o Filho que se dirige ao Pai, pedir para que aquele sofrimento que estaria por vir (a crucificação) pudesse ser afastado dele, e o transforma aludindo claramente à violência repressora da ditadura. Tanto é, que mais adiante o "Cálice", pela proximidade fonética, acaba tomando a forma de "cale-se".
Por sua vez, o texto 3 é construído tomando por base a estrutura e a melodia do texto 2, mas conforme vemos transforma-o para adequar-se a uma nova proposta estética e semântica.
Caso queiram, podem aprender um pouco mais sobre a canção Cálice, de Chico Buarque e Milton Nascimento, nestes endereços:
Em nossas aulas no primeiro ano médio, propusemos as atividades abaixo como forma de explorar a riqueza linguística dos textos e reforçar cada um dos conhecimentos adquiridos no 1º bimestre este ano letivo (2013).
ATIVIDADE 1
1. O texto 1 é do tipo
____________; seu gênero textual é ______________.
a) Narrativo – conto;
b) Descritivo – romance;
c) Narrativo – Evangelho;
d) Argumentativo – notícia;
e) Informativo – Biografia.
2. De imediato, é possível
identificar um elemento comum entre os textos. Que elemento é esse?
3. Como é chamado esse processo em
que um texto cita ou faz referência a outro?
4. Quanto à organização, em que
se diferem ou se aproximam os textos?
5. Notadamente, cada um dos
textos apresenta um contexto diferente. Pesquise e/ou pergunte a seus
professores(as) – preferencialmente os professores de História ou Geografia –,
depois responda: a que contexto se refere cada um dos textos?
6. Nas duas canções (textos 2 e
3), vemos que a voz lírica indica uma postura crítica.
Lavando-se em conta a linguagem empregada nos textos, o que podemos afirmar
sobre as condições de produção dos textos e as condições sociais dos seus autores?
7. Em cada texto, o que
representa o “Cálice”?
ATIVIDADE 2
TEXTO BASE PARA A
ATIVIDADE: “CÁLICE” – CHICO BUARQUE
01 – Levando em consideração o sentido
metafórico do texto, no que tange ao título da canção, podemos inferir que:
a) O título remete ao sangue de cristo, uma
vez que nas liturgias cristãs o cálice ofertado simboliza o sangue de Jesus.
b) Remete a agonia de Jesus no calvário.
c) É uma expressão totalmente ambígua, pois
não tem nada a ver com o sentimento do calvário.
d) A ambiguidade da palavra “cálice”, em
relação ao imperativo do verbo calar, remete à atuação da censura durante o
regime.
e) Todas as alternativas estão corretas.
02 – Em relação ao sentido metafórico do
verso: “Pai, afasta de mim esse cálice”.
a) Sintetiza uma súplica por algo que se
deseja ver à distância;
b) Remete a impossibilidade de aceitar
aquele quadro social;
c) O verso denuncia os métodos de torturas
e repressão;
d) Significa a imposição de ter que
aguentar a dor e aceitá-la como algo banal e corriqueiro;
e) O “eu lírico” está admitindo a
dificuldade de aceitar passivamente as imposições.
03 – “De vinho tinto de sangue” na Bíblia,
esse conteúdo é o sangue de Cristo, na música é:
a) O vinho ofertado nas liturgias cristãs.
b) O sangue de Jesus.
c) O sangue derramado pelas vítimas da
repressão e torturas.
d) O sangue dos políticos envolvidos nas
mortes.
e) A sena de violência entre os mortos e
feridos.
04 – Relacione os versos com seus
respectivos sentidos atribuídos na música de Chico Buarque.
(A) Como beber dessa bebida amarga.
(B) Tragar a dor.
(C) Engolir a labuta.
(D) Mesmo calada a boca resta o peito.
(E) Esse silêncio todo me atordoa.
(F) Atordoado, eu permaneço atento.
(G) Outra realidade menos morta.
( ) Aguentar a dor e aceitá-la como algo banal e
corriqueiro.
( ) Mesmo
sobre tortura o “Eu lírico” permanece em estado de alerta como se estivesse
esperando um espetáculo que estaria por vir.
( ) Mesmo tendo a liberdade cerceada, resta o
desejo escondido e inviolável dentro do peito.
( ) Remete
à dificuldade de aceitar um quadro social em que as pessoas eram subjugadas de
forma desumana.
( ) O “Eu lírico” remete anseia por uma
realidade na qual os homens não tivessem sua individualidade e seus direitos
anulados.
( ) Tal verso denuncia os métodos de torturas e
repressão, utilizados para conseguir o silencio das vítimas, fazendo-as
perderem os sentidos.
( ) Aceitar uma condição de trabalho subumana
de forma natural e passiva.
05 – “Silêncio na cidade não se
escuta”. A palavra silêncio está implicitamente relacionada à:
a)
censura
b) a falta de pessoas pelas cidades devido
ao Estado de sítio decretado pelo governo;
c) as mortes ocorridas durante esse
período;
d) a ignorância dos ditadores em relação ao
cidadão comum;
e) todas as respostas estão corretas.
06 – Não fugindo à temática da religião,
Chico e Gil usam de metáforas para mostrar suas descrenças naquele regime
político e rebaixa a figura da “pátria mãe” à condição de prostituta. O verso
que remete a essa afirmativa seria:
a) De que me vale ser filho da santa;
b) De muito gorda a porca já não anda;
c) Quero inventar meu próprio pecado;
d) Atordoado, eu permaneço atento;
e) Melhor seria ser filho da outra.
07 – “Silêncio na cidade não se escuta”. A
figura destacada na frase é.
a) hipérbole
b) antítese
c) paradoxo
d) perífrase
e) hipérbato
08 – O regime militar propagandeava que o
país vivia um “milagre econômico” e todos eram obrigados a aceitar essa
realidade como uma verdade absoluta. A frase que melhor expressa esta ideia é:
a) Atordoado eu permaneço atento;
b) Quero lançar um grito desumano;
c) Essa palavra presa na garganta;
d) Esse pileque homérico do mundo;
e) Tanta mentira tanta força bruta.
09 – “Como é difícil acordar calado, se na
calada da noite eu me engano”. Através desta mensagem o “Eu lírico” admite:
a) dificuldade de aceitar passivamente as
imposições do regime;
b) as torturas e prisões geralmente
ocorriam na calada da noite;
c) que tudo era reprimido;
d) por viver em um regime repressor as
decisões eram tomadas de forma clandestina;
e) todas as alternativas estão corretas.
10 – Talvez porque ninguém escutasse as
mensagens lançadas por vias pacíficas e ordeiras, uma das possibilidades, por
conta de tanto desespero, seria partir para o confronto. Essa ideia está
implícita nos seguintes versos:
a) Esse silêncio todo me atordoa;
b) Essa palavra presa na garganta;
c) Silêncio na cidade não se escuta;
d) Quero lançar um grito desumano, que é
uma maneira de ser escutado;
e) Outra realidade menos morta.
11 – O porco é o símbolo da gula, e está
entre os sete pecados capitais, retomando a temática da religiosidade o “Eu
lírico” afirma: “De muito gorda a porca já não anda”. Além da simbologia
religiosa a frase acima também faz referência a:
a) a inoperância dos governantes frente ao
regime;
b) ao sistema ditador, que, de tão corrupto
e ineficiente, já não funcionava;
c) as atitudes cruéis dos
ditadores que não tinham piedade de seus desafetos;
d) as intensas prisões ocorridas;
e) todas as alternativas estão corretas.
12 – “De muito usada a faca já não corta”.
A afirmativa acima traz implícita a seguinte conclusão a respeito daquele
momento político:
a) inoperância e desgaste de uma ferramenta
política utilizada à exaustão;
b) apelo que sejam diminuídas as
dificuldades;
c) que o instrumento mais usado para
assassinar os “delinquentes” era uma faca;
d) o instrumento usado para punir os
prisioneiros políticos não funcionava como antes.
e) Nenhuma alternativa está correta.
13 – “Como é difícil, pai, abrir a porta”.
A porta simboliza.
a) entrada para o regime de escuridão;
b) saída de um regime violento;
c) um novo tempo;
d) todas as alternativas estão corretas;
e) as alternativas b e c estão corretas.
14 – “Quero inventar o meu próprio pecado”.
Subtende-se que com esses versos o “eu lírico”.
a) expressa a vontade de libertar-se das
imposições;
b) almeja definir por si só seus erros, sem
que os outros apontem;
c) defende a criação de suas próprias
regras;
d) deseja urgente uma real liberdade;
e) todas as alternativas estão
corretas.
15 – “Quero perder de vez tua cabeça/minha
cabeça perder teu juízo”. Nos versos acima, encontra-se implícita a(s)
seguinte(s) mensagem(s).
a) desejo pelo próprio juízo e não o do
opressor;
b) quer decapitar a cabeça da ditadura;
c) deseja libertar-se do juízo imposto pelo
regime militar;
d) almeja ser dono de suas próprias ideias.
e) todas as alternativas estão corretas.
Referências
________________________________________________________________________________________
KRISTEVA, Julia. Introdução à Semanálise. São Paulo: Perspectiva, 1974
FIORIN, José Luiz. Polifonia textual e discursiva. In: BARROS, Diana Pessoa de; FIORIN,
José Luiz (orgs.). Dialogismo, Polifonia, Intertextualidade: em torno de Bahktin Mikhail. São
Paulo: EDUSP, 1994.
A atividade 2 está disponível em:
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Intertextualidade - Produção de Poemas
Esta semana, em atividade proposta em sala de aula, os
alunos do 1º ano médio da manhã, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e
Médio Conselheiro José Braz do Rêgo, produziram alguns poemas utilizando como
base o poema de Joaquim Manuel de Macedo:
"Mulher,
Irmã, escuta-me: não ames,
Quando
a teus pés um homem terno e curvo
jurar
amor, chorar pranto de sangue,
Não
creias, não, mulher: ele te engana!
As
lágrimas são gotas da mentira
E
o juramento manto da perfídia."
Joaquim
Manoel de Macedo
Como exemplo de um texto que claramente "dialoga" com outro texto de uma época diferente, apresentamos o
poema de Manuel Bandeira:
"Teresa,
se algum sujeito bancar o
sentimental
em cima de você
E
te jurar uma paixão do tamanho de um
bonde
Se
ele chorar
Se
ele ajoelhar
Se
ele se rasgar todo
Não
acredite não Teresa
É
lágrima de cinema
É
tapeação
Mentira
CAI
FORA"
Manuel
Bandeira
A proposta da atividade era:
Pode-se perceber que Manuel Bandeira retomou o tema do
texto de Joaquim Manuel de Macedo, reescrevendo-o numa linguagem menos formal.
Produza
sua versão deste poema, procurando utilizar uma linguagem mais atual.
Caso queira, utilize gírias, termos da internet ou outras expressões, Você também pode escolher outro nome para
identificar a pessoa a quem o eu lírico se dirige. E lembre-se de não
utilizar palavrões ou insultos.
E o resultado foi:
terça-feira, 16 de abril de 2013
Dona Santina e Seu Antenor - Cifra
Como não encontrei a cifra deste samba em nenhum portal de cifras na internet, resolvi cifrá-lo e disponibilizá-lo para os meus amigos e todos os que gostam de tocar violão. Desconsiderem qualquer ausência de acordes. Está simplificado. Possivelmente, também o postarei no cifracluub qualquer dia desses.
Dona Santina e Seu Antenor
Paulinho da Viola
E
Dona Santina deu
F#m7
F#m7
Anteontem uma feijoada e me convidou
B7/9
B7/9
Em homenagem
E
E
À volta do seu Antenor
G#7 C#m7
G#7 C#m7
Que aos vinte anos de casado escapuliu
F#7 B7
F#7 B7
Quando viu os olhos da Sandrinha, se amarrou
G#7
G#7
Ela nos seus 22
C#m7
C#m7
Ele com 53
C#7
C#7
Imaginem só, vocês
F#m7
F#m7
A notícia o que causou no local
E
E
Hoje, ele volta arrependido
C#7 F#m7
C#7 F#m7
Depois de ouvir da Santina
B7/9 E
B7/9 E
Um discurso especial
F#m7
F#m7
Foi até entrevistado
B7/9 E
B7/9 E
Numa programa de televisão
A7
A7
Quando disse ser o único
G#7 C#m7
G#7 C#m7
Culpado da situação
F#m7
F#m7
Seu Antenor chorou
G#7 C#m7
G#7 C#m7
Dona Santina riu
F#7
F#7
Todo mundo se abraçou
B7
B7
O auditório aplaudiu
F#m7
F#m7
O final você não sabe
B7 E
B7 E
A surpresa que causou
C#7 F#m7
C#7 F#m7
O programa no Ibope
B7 E
B7 E
Vinte pontos levantou
Conheça a discografia de Paulinho da Viola:
Clique na imagem
Assinar:
Postagens (Atom)







