Ismália subiu na torre e começou a cogitar: pulo ou não pulo? Após analisar a distância para cada uma das duas luas, resolveu: – Acho que vou comer um chocolate. Autor: Kleber Brito
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Ismália
Ismália subiu na torre e começou a cogitar: pulo ou não pulo? Após analisar a distância para cada uma das duas luas, resolveu: – Acho que vou comer um chocolate. Autor: Kleber Brito
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
A Cheia
Na cabeceira do Rio Paraíba, o bolo d’água desarnou.
A tromba vinha de pé em pé, arrancando tudo que era mameleiro, algaroba, aveloz, juazeiro, cardeiro, vaca, jumento e até gente.
Compadre Celestino acordou com a cama boiando quase chegando à forquilha do Boqueirão.
Dona Inácia rezadeira tremia mais do que vara verde, amuntada na cumeeira da casa velha que boiava rio abaixo.
E o povo todo assustado, de portas e janelas abertas, com a luz fraca do candeeiro velho a alumiar na escuridão cinza daquele mundo d’água que caia em minha terra.
Eita cheia forte da gôta!
A tromba vinha de pé em pé, arrancando tudo que era mameleiro, algaroba, aveloz, juazeiro, cardeiro, vaca, jumento e até gente.
Compadre Celestino acordou com a cama boiando quase chegando à forquilha do Boqueirão.
Dona Inácia rezadeira tremia mais do que vara verde, amuntada na cumeeira da casa velha que boiava rio abaixo.
E o povo todo assustado, de portas e janelas abertas, com a luz fraca do candeeiro velho a alumiar na escuridão cinza daquele mundo d’água que caia em minha terra.
Eita cheia forte da gôta!
Autor: Kleber Brito
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
A última batalha
Desceu a serra envenenado de raiva. Na mão direita, uma lança, na outra mão, uma adaga de osso. Arremeteu-se contra o primeiro português e, quando já lhe desferia o último golpe, um estampido irrompeu o ar, fazendo com que cessasse sua ira definitivamente.
Os brancos venceram.
Os brancos venceram.
Autor: Kleber Brito
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Convenção Pirata
A convenção estava animada. Barba Negra, Barba Ruiva e Barba Azul discutiam fervorosamente sobre qual barba era a mais imponente.
Quando Barba Rala entrou na taverna, os três riram muito dele, por causa da barbicha hedionda.
Horas mais tarde, após alguns barris de rum, caídos de bêbado, os três zombeteiros despertaram:
– Ei, quem raspou minha barba? – gritaram em uníssono.
Quando Barba Rala entrou na taverna, os três riram muito dele, por causa da barbicha hedionda.
Horas mais tarde, após alguns barris de rum, caídos de bêbado, os três zombeteiros despertaram:
– Ei, quem raspou minha barba? – gritaram em uníssono.
Autor: Kleber Brito
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Exercício de Interpretação Textual e conhecimentos gramaticais
Leia
o texto para responder às questões que seguem.
(Revista
Galileu, nº 278, setembro de 2014. p.22.)
Questão 1. EEEFMCJBR – Profkbrito
– 2014
De acordo com
o texto, é incorreto afirmar que:
a) Os
negros são tidos como violentos.
b) Homossexuais
são considerados afeminados.
c) Os
negros gays recebem anualmente bem menos do que os negros heterossexuais.
d) A
tese defendida é uma hipótese em estudo.
e) A
“agressividade dos negros” é neutralizada pela “sensibilidade dos homossexuais”.
Questão 2. EEEFMCJBR – Profkbrito
– 2014
Releia o
trecho: “... um branco e um negro heterossexuais
e um branco e um negro gays.”.
As palavras em
destaque foram escritas no plural porque:
I. o
autor do texto cometeu um erro de concordância, e deveriam ser escritas no singular.
II. os
adjetivos em questão referem-se a todos os substantivos que os antecedem.
III.se
estivessem escritas no singular estariam se referindo somente ao substantivo
mais próximo.
Assinale
a alternativa correta.
a) Apenas
I está correta.
b) I
e III estão corretas
c) Apenas
II está correta.
d) II
e III estão corretas.
e) Todas
estão corretas.
Questão 3. EEEFMCJBR – Profkbrito
– 2014
De acordo com
o texto, com a pesquisa, é possível concluir que:
a) Se
um indivíduo é negro e gay, ele sofre menos preconceito nas ruas.
b) Se
um indivíduo é negro e gay, ele recebe menos do que um negro hétero.
c) Se
um indivíduo é gay e heterossexual, a probabilidade é que sofra mais
preconceito em entrevistas.
d) As
231 pessoas entrevistadas são preconceituosas.
e) As
231 pessoas sugeriram salários menores para um branco e um negro heterossexuais
Questão 4. EEEFMCJBR – Profkbrito
– 2014
No período: “Enquanto
os homossexuais com frequência são rotulados como afeminados, os negros são
gratuitamente vistos como violentos.”, quais são os sujeitos dos verbos destacados
e como podemos classificá-los? Explique.
Questão 5. EEEFMCJBR – Profkbrito
– 2014
No trecho “os
homossexuais com frequência são rotulados como afeminados”, o termo em destaque pode ser substituído, sem
comprometimento de sentido, pela palavra:
a) másculos.
b) viris.
c) vítimas.
d) agressivos.
e) efeminados.
*Estas simples atividades foram publicadas para auxiliar outros professores da Educação Básica, bem como estudantes.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
PROPOSTA
DE REDAÇÃO
Com base na
leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão
da língua portuguesa sobre o tema SUSTENTABILIDADE
SOCIAL: O BEM ESTAR DA SOCIEDADE, apresentando proposta de conscientização
social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
Texto 1
A sustentabilidade social é
um dos mais importantes setores para a mudança nos panoramas da sociedade. O
modo de vida pós-capitalista levou não apenas o homem, mas também o próprio
espaço urbano a degradações. A desigualdade social, o uso excessivo dos
recursos naturais por uma parte da população enquanto a outra cresce
desmedidamente são fatores que são extremamente combatidos no âmbito da
sustentabilidade social. Pode-se afirmar que a sociedade obedece a relações
intrínsecas com os outros setores de base da sociedade (acesso a educação,
desenvolvimento das técnicas industriais, econômicas e financeiras, além dos
fatores de ordem político e ambiental) então um primeiro passo que deve ser
tomado para a resolução dos agravantes sociais é justamente a responsabilidade
social e a agregação a sustentabilidade desses setores. (...)
Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade-social/
Texto 2
(...)
Não
existirão fórmulas exatas. O desenvolvimento sustentável deverá ter um modelo
próprio para cada sociedade do planeta. Os países mais desenvolvidos, onde a
igualdade social já é uma realidade, têm um foco muito maior na soluções para
os problemas ambientais. Mas em países como o nosso ou na Índia, por exemplo, a
inclusão social e a erradicação da pobreza ainda precisam ser tratadas como
prioridades na agenda da sustentabilidade.
(...)
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/parceiros-do-planeta/o-brasil-e-a-sustentabilidade-social/
Texto 3
Disponível em: https://rodopiou.wordpress.com/2012/01/14/cherge-iphone-x-iphome/
INSTRUÇÕES
·
O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
·
O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até
30 linhas.
·
A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o
número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a
redação que:
·
Tiver até 7 linhas escritas, sendo considerada insuficiente.
·
Fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
·
Apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
·
Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema
proposto.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
MANUEL BANDEIRA - EXERCÍCIO
Questão 1
Leia o poema a seguir para
responder a questão que segue.
Não sei dançar
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe,
irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.
Uns tomam éter, outros
cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
(...)
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
(...)
(Libertinagem, Manuel
Bandeira)
Sobre os versos transcritos,
assinale a alternativa incorreta:
(A) A melancolia do eu-lírico é apenas aparente: interiormente ele se
identifica com a atmosfera festiva do carnaval, como se percebe no tom
exclamativo de "Eu tomo alegria!"
(B) A perda dos familiares e da saúde são aspectos autobiográficos do autor presentes no texto.
(C) A alegria do carnaval é meio de evasão para eu-lírico, que procura alienar-se de seu sofrimento.
(D) O último verso transcrito associa-se ao título do poema, pois o eu-lírico não participa, de fato, do baile de carnaval.
(E) O eu-lírico revela, em tom bem-humorado e descompromissado, ser uma pessoa exageradamente sensível.
(B) A perda dos familiares e da saúde são aspectos autobiográficos do autor presentes no texto.
(C) A alegria do carnaval é meio de evasão para eu-lírico, que procura alienar-se de seu sofrimento.
(D) O último verso transcrito associa-se ao título do poema, pois o eu-lírico não participa, de fato, do baile de carnaval.
(E) O eu-lírico revela, em tom bem-humorado e descompromissado, ser uma pessoa exageradamente sensível.
Questão 2 (Enem 2011)
Estrada
Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,
Interessa mais que uma avenida urbana.
Nas cidades todas as pessoas se parecem.
Todo mundo é igual. Todo mundo é toda a gente.
Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.
Cada criatura é única.
Até os cães.
Estes cães da roça parecem homens de negócios:
Andam sempre preocupados.
E quanta gente vem e vai!
E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:
Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.
Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,
Que a vida passa! que a vida passa!
E que a mocidade vai acabar.
Interessa mais que uma avenida urbana.
Nas cidades todas as pessoas se parecem.
Todo mundo é igual. Todo mundo é toda a gente.
Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.
Cada criatura é única.
Até os cães.
Estes cães da roça parecem homens de negócios:
Andam sempre preocupados.
E quanta gente vem e vai!
E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:
Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.
Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,
Que a vida passa! que a vida passa!
E que a mocidade vai acabar.
BANDEIRA, M. O ritmo dissoluto. Rio de Janeiro:
Aguilar, 1967.
A lírica de Manuel Bandeira
é pautada na apreensão de significados profundos a partir de elementos do
cotidiano. No poema Estrada, o lirismo presente no contraste entre campo e
cidade aponta para
(A)
o desejo do eu
lírico de resgatar a movimentação dos centros urbanos, o que revela sua
nostalgia com relação à cidade.
(B)
a
percepção do caráter efêmero da vida, possibilitada pela observação da aparente
inércia da vida rural.
(C)
a opção do
eu lírico pelo espaço bucólico como possibilidade de meditação sobre a sua
juventude.
(D)
a visão negativa
da passagem do tempo, visto que esta gera insegurança.
(E)
a profunda
sensação de medo gerada pela reflexão acerca da morte.
Questão 3 (Enem 2006)
Namorados
O rapaz chegou-se para junto
da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu
[corpo, com a sua cara.
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu
[corpo, com a sua cara.
A moca olhou de lado e
esperou.
— Você não sabe quando a gente e criança e de
[repente vê uma lagarta listrada?
— Você não sabe quando a gente e criança e de
[repente vê uma lagarta listrada?
A moca se lembrava:
— A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moca arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
— A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moca arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
No poema de Bandeira, poeta
modernista, destaca-se como característica da escola literária dessa época
(A) a reiteração de palavras
para a construção de rimas ricas.
(B) a utilização expressiva da linguagem falada em situações do cotidiano.
(C) a simetria de versos para reproduzir o ritmo do tema abordado.
(D) a escolha do tema do amor romântico, caracterizador do estilo literário dessa época.
(E) o recurso ao dialogo, gênero discursivo típico do Realismo.
(B) a utilização expressiva da linguagem falada em situações do cotidiano.
(C) a simetria de versos para reproduzir o ritmo do tema abordado.
(D) a escolha do tema do amor romântico, caracterizador do estilo literário dessa época.
(E) o recurso ao dialogo, gênero discursivo típico do Realismo.
Questão 4 (Enem)
“Poética”, de Manuel Bandeira, é quase um
manifesto do movimento modernista brasileiro de 1922. No poema, o autor elabora
críticas e propostas que representam o pensamento estético predominante na
época.
Poética
Estou farto do lirismo
comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
[...]
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
[...]
Quero antes o lirismo dos
loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
(BANDEIRA, Manuel.
Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: José Aguilar, 1974)
Com base na leitura do
poema, podemos afirmar corretamente que o poeta:
(A)
Critica o lirismo louco do movimento modernista.
(B)
Critica todo e qualquer lirismo na literatura.
(C)
Propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico.
(D)
Propõe o retorno do movimento romântico.
(E)
Propõe a criação de um novo lirismo.
Questão 5
Leia os fragmentos a seguir,
extraídos, respectivamente, dos poemas “Profissão de fé”, de Olavo Bilac, e “Os
sapos”, de Manuel Bandeira, e assinale a alternativa incorreta.
Fragmento 1
(...)
Invejo o ourives quando
escrevo:
imito o amor
Com que ele, em ouro,
o alto-relevo Faz de uma flor.
(...)
Torce, aprimora, alteia,
lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a
rima,
Como um rubim.
Quero que a estrofe
cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
(...)
Fragmento 2
Urra o sapo-boi:
- 'Meu pai foi rei' – 'Foi!'
- 'Não foi' – 'Foi!' -'Não foi!'
Brada um em assomo
O sapo-tanoeiro:
- 'A grande arte é como o
lavor do joalheiro
Ou bem do estatutário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo'.
(A)
No poema de Olavo Bilac, o eu lírico compara o trabalho do poeta com o
do ourives, professando a crença parnasiana de que o grande poema é resultado
de um minucioso trabalho do poeta com as palavras, as quais devem ser
cuidadosamente selecionadas e combinadas segundo uma lógica pré-estabelecida.
(B)
O poema de Manuel Bandeira, escrito em 1918 e lido em uma das noites da
Semana de Arte Moderna, empreende uma intensa crítica aos poetas parnasianos
que defendem uma linguagem excessivamente formal, prendem-se a regras
pré-estabelecidas ligadas à metrificação, às rimas e aos temas clássicos.
(C)
O poema de Manuel Bandeira reforça a estética defendida no
poema de Olavo Bilac. Pode-se observar isso no verso "A grande arte é como
o lavor do joalheiro", o qual, no contexto em que está inserido, sintetiza
a apologia parnasiana da forma.
(D)
Em "Os sapos", Manuel Bandeira põe em prática os ideais da
estética modernista não apenas quando critica o modo de poetar dos parnasianos,
mas também quando se vale da linguagem coloquial, da sintaxe simples e direta,
além de versos livres e do tom leve e bem humorado.
(E)
Os textos de Olavo Bilac e de Manuel Bandeira expressam pontos de vista
bastante diferentes no que se refere ao ofício do poeta. No poema deste último,
o sapo-tanoeiro simboliza os parnasianos, cuja concepção poética é intensamente
ironizada.
Questão 6 (Profkbrito 2015)
Momento num
café – Manuel Bandeira
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Um no entanto
se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta
No poema acima transcrito, Manuel Bandeira nos
apresenta uma visão desencantada do mundo e da humanidade, evidenciada
principalmente no verso:
(A)
“Quando o enterro passou”
(B)
“Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem
finalidade”
(C)
“Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado”
(D)
“Estavam todos voltados para a vida”
Questão 7 (UFMG)
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA:
(A) A atitude do homem atento ao enterro reduplica a
opinião do eu lírico sobre a relação vida/morte.
(B) O poema expressa uma visão materialista e irônica do
mundo ao inverter a relação tradicional entre a alma e o corpo.
(C) Um dos componentes estruturantes da lírica de
Bandeira, presente no poema, é a percepção linear dos elementos do mundo.
(D)
Um
traço fundamental da lírica de Bandeira, presente no poema, é a abordagem de
temas universais a partir de elementos do quotidiano.
Questão 8 (Profkbrito 2015)
No poema “momento num café”, os versos “E saudava a
matéria que passava” e “Liberta para sempre da alma extinta” revelam:
(A)
o caráter
prosaico da poesia de Manuel Bandeira.
(B)
O entendimento do
autor de que a alma é imortal.
(C)
a visão
da morte como o fim do corpo e da alma.
(D)
a compaixão do
autor pelo sofrimento causado pela morte.
Questão 9 (Profkbrito 2015)
Leia o trecho e marque a
alternativa que melhor interpreta este trecho
“Estavam todos voltados
para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.”
(A)
O poeta procura
fixar esta palavra em nossa cabeça ou quer mostrar que naquelas cabeças
presentes naquele café não havia espaço para a morte.
(B) Todos os pensamentos estavam concentrados na vida daquele que
passava sendo levado no caixão.
(C) O poeta percebe que há, entre os homens ali presentes,
alguns que provavelmente não tiraram o chapéu de forma programada.
(D) A repetição do termo vida é indício de uma tentativa mal sucedida de rima.
Questão 10 (Profkbrito 2015)
“Do rio... E esta saudade é
boa como um sonho!
E esta saudade é um
sonho... Evoco-te... Componho
O ambiente cuja luz os cabelos douram.”
Manuel Bandeira
Na estrofe acima, quantas orações temos?
(A) 3 orações;
(B) 4 orações;
(C)
5
orações;
(D) 6 orações.
Questão 11 (Profkbrito 2015)
Analise o trecho “(...) Componho
O ambiente cuja luz os cabelos douram.”
(I)
O verbo “douram”,
por concordar com “cabelos” foi usado adequadamente nesta sentença.
(II)
O verbo “douram”
não apresenta concordância adequada, uma vez que é a luz que doura os cabelos,
e não o contrário.
(III)
A concordância
inadequada revela a incapacidade dos autores modernistas em escrever de acordo
com a norma padrão do português.
(IV)
A concordância
foi ignorada, haja vista a liberdade modernista se aproximar da fala coloquial.
Estão corretos os itens:
(A) I e II, apenas.
(B) I e III, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) II e IV, apenas.
(E)
I e IV,
apenas.
Questão 12 (Profkbrito 2015)
“Do rio... E esta saudade é
boa como um sonho!
E esta saudade é um
sonho... Evoco-te... Componho
O ambiente cuja luz os cabelos douram.”
Manuel Bandeira
A estrofe acima é composta por:
(A)
4
períodos: 3 simples e 1 composto.
(B) 4 períodos: 2 simples e 2 compostos
(C) 5 períodos simples.
(D) 2 períodos compostos.
Questão 13 (Profkbrito 2015)
“Se fosse dor tudo na vida
Seria a morte o grande bem.”
Manuel Bandeira
O termo em destaque nos versos acima apresenta o mesmo
valor morfossintático e semântico em:
(A) “Que ao se mostrar às vezes boa, / Ela requinta em ser
cruel...”
(B) “Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo, / Mais
a descompreendo e não lhe acho sentido.”
(C) “Morrem as rosas. Minhas pálpebras se molham.”
(D) “Sobre a mesa, pétala a pétala se esfolham, / Morrem
as rosas...”
Questão 14 (Profkbrito 2015)
“Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo,
Mais a descompreendo e não lhe acho sentido.”
Manuel Bandeira
Julgue
os itens a seguir.
(I)
O trecho sublinhado
é uma oração coordenada assindética.
(II)
O trecho em
negrito é uma oração condicional introduzida pela conjunção “se”.
(III)
O trecho em negrito
é parte constituinte de uma oração proporcional.
(IV)
O trecho em
itálico é uma oração coordenada sindética aditiva.
Estão corretos os itens:
(A) I e II, apenas.
(B)
I e
III, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) II e IV, apenas.
(E)
I e
IV, apenas.
Questão 15 (Profkbrito 2015)
“Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo,
Mais a descompreendo e não lhe acho sentido.”
Manuel Bandeira
(A)
Dos termos
destacados, apenas o primeiro pode ser classificado como pronome.
(B)
O segundo e o
terceiro “a” referem-se ao termo “mais” em cada uma das ocorrências.
(C)
A coesão
referencial só não está adequada com o uso do termo “lhe”.
(D)
Dos termos
destacados, “a” é artigo em todas as ocorrências e “lhe” é pronome.
(E)
Excetuando-se
o primeiro “a”, os demais termos são pronomes e referem-se ao vocábulo “vida”.
Leia o texto a
seguir para responder às questões 16, 17 e 18.
Cantadores do Nordeste
Anteontem, minha
gente,
Fui juiz
numa função
De violeiros do
Nordeste.
Cantando em
competição,
Vi cantar Dimas
Batista
E Otacílio, seu
irmão.
Ouvi um tal de
Ferreira,
Ouvi um tal de
João.
Um, a quem
faltava o braço,
Tocava cuma só
mão;
Mas, como ele
mesmo disse
Cantando com
perfeição,
Para cantar
afinado,
Para cantar com
paixão,
A força não está
no braço:
Ela está no
coração.
Ou puxando uma
sextilha
Ou uma oitava em
quadrão,
Quer a rima
fosse em inha,
Quer a rima
fosse em ão,
Caíam rimas do
céu,
Saltavam rimas
do chão!
Tudo muito bem
medido
No galope do
sertão.
A Eneida estava
boba;
O Cavalcanti,
bobão,
O Lúcio, o
Renato Almeida;
Enfim, toda a
Comissão.
Saí dali
convencido
Que não sou
poeta não;
Que poeta é quem
inventa
Em boa
improvisação,
Como faz Dimas
Batista
E Otacílio, seu
irmão;
Como faz
qualquer violeiro
Bom cantador do
sertão,
A todos os
quais, humilde,
Mando a minha saudação.
Manuel Bandeira
(Estrela da vida inteira, p.256-257)
Questão 16 (Profkbrito 2015)
O poema acima,
que faz parte de Estrela da Tarde, de 1958, é exemplo do reaparecimento do
metro popular na obra de Manuel Bandeira. Também apresenta influência da
cultura popular os versos:
(A)
“Febre,
hemoptise, dispneia e suores noturnos./
A vida inteira que podia ter sido e que não foi./
Tosse, tosse, tosse.”
A vida inteira que podia ter sido e que não foi./
Tosse, tosse, tosse.”
(B)
“Levou
tempo para cair fôlego./ Bambeava, tremia todo e mudava de cor./ A molecada da
Rua do Sabão / Gritava com maldade:/ Cai cai balão!”
(C)
“Estou
farto do lirismo comedido / Do lirismo bem comportado / Do lirismo funcionário
público com livro de ponto expediente / protocolo e manifestações de apreço ao
sr. diretor.”
(D)
“Quando
a Indesejada das gentes chegar / (Não sei se dura ou caroável), / talvez eu
tenha medo. / Talvez sorria, ou diga: / — Alô, iniludível!”
Questão 17 (Profkbrito 2015)
O poema
“Cantadores do Nordeste”:
(A)
Reforça
o estereótipo de que os cantadores são poetas de menor categoria que os
modernistas, pois aqueles só fazem rima com “inha” ou com “ao”.
(B)
Utiliza
a métrica tradicional e os elementos musicais da cantoria de viola para exaltar
os cantadores nordestinos e sua rica poesia feita na hora, “de repente”.
(C)
Apresenta
a incapacidade do poeta em escrever seus poemas com métrica tradicional, o que
o fez escolher ser modernista.
(D)
Mostra
um Manuel Bandeira descuidado com a gramática tradicional, pois escreve “Cuma”,
“quadrão” e repete o “não” no verso “Que não sou poeta não”.
Questão 18 (Profkbrito 2015)
Em “Mas, como
ele mesmo disse / Cantando com perfeição, / Para cantar
afinado, / Para cantar com paixão, / A força não está no braço: /
Ela está no coração.”, o termo
destacado refere-se à palavra:
(A)
“perfeição”.
(B)
“paixão”.
(C)
“coração”.
(D)
“força”.
Gabarito:
1.a; 2.b; 3.b; 4.e; 5.c; 6.b; 7.d; 8.c; 9.a; 10.c; 11.e; 12.a; 13.b; 14.b; 15.e; 16.b; 17.b; 18.d.
Gabarito:
1.a; 2.b; 3.b; 4.e; 5.c; 6.b; 7.d; 8.c; 9.a; 10.c; 11.e; 12.a; 13.b; 14.b; 15.e; 16.b; 17.b; 18.d.
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