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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Prática Pedagógica e Mídias Digitais - relato de atividade do curso eproinfo



Não é de hoje que penso que o meu trabalho com linguagem precisa estar integrado às diversas mídias e às novas tecnologias. Sabemos que, como professores de língua portuguesa, devemos desenvolver atividades que tratem basicamente da leitura e da escrita, mas há diversas maneiras de dinamizar esse processo e torná-lo mais atrativo aos jovens estudantes. 

Pensando nisso, desenvolvemos, no ano de 2011, um projeto um pouco ousado que envolvia vasta pesquisa, entrevistas, viagem (mesmo que à curta distância) e produção de vídeo. E para isso, claro, tivemos que pedir a ajuda de pessoas que não faziam parte da escola, mas que, ao ver a ideia do projeto, abraçaram esta iniciativa. 

Inicialmente, escolhemos a turma do 2º ano médio A, manhã, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Conselheiro José Braz do Rêgo, por ser uma turma numerosa, depois formamos alguns grupos. Sugerimos alguns temas, mas os alunos tinham total liberdade de escolher a temática de seu trabalho. Em seguida, pensamos na melhor maneira de transformar essas ideias em material audiovisual e passamos à produção dos roteiros. 

Com os roteiros prontos, os grupos saíram a campo para realizar as pesquisas, fazer as entrevistas, registrando em vídeo cada um desses passos. Depois disso, começaram a produzir os textos para as narrativas e as reportagens. 

Com tudo pronto, faltava editar todo o material. Os alunos, nesse último passo, contaram com a ajuda do produtor audiovisual e amigo da escola Malcy Negreiros, que os ajudou tanto na gravação quanto na finalização do projeto. Alguns alunos, por já terem conhecimento na edição de vídeo, fizeram toda a edição. 

Escolhemos um dia para a apresentação dos projetos audiovisuais e fizemos uma sessão de vídeos. Após as apresentações, os alunos falaram sobre a elaboração e a produção dos vídeos, bem como sobre o que aprenderam com essas atividades. 

O resultado final encontra-se disponível nos endereços abaixo listados: 

1. Lendas de Boqueirão-PB - http://youtu.be/B4J4hKVWdLk

2. CAPS Boqueirão-PB - http://youtu.be/vgty4xZ3HKE

3. 50 anos da paróquia Nsa. Sra do Desterro - http://youtu.be/vgty4xZ3HKE

4. Boqueirão FM – 10 anos no ar - http://youtu.be/CoXzL_a3E0k

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Navegando por hipertextos: uma aventura em “alta-web”


Por Kleber Brito

Há muito tempo eu me aventuro pelos caminhos digitais, e desde que ingressei na grande rede percebi que a navegação por hipertextos pode, como quase tudo na vida, apresentar aspectos positivos e negativos. Essa noção de “hipertexto” ou “hiperligação” não é característica apenas da internet, e esse ato em si já era praticado por muitos leitores que não sabendo o significado de uma palavra ou uma referência partiam em busca de um dicionário ou enciclopédia para desfazer aquela dúvida temporária. Na web é do mesmo jeito, sendo que ao invés de ir buscar um livro já se dispõe de um “caminho”, ou como chamamos link, já trilhado e que nos conduzirá àquele conteúdo que ainda não dominamos. Isto é muito positivo, pelo simples fato de dinamizar a aquisição de saberes e da facilidade em acessá-los.
Contudo, vemos que com toda essa facilidade, toda essa riqueza de hiperconexões, podemos acabar tomando caminhos que nos distanciam do texto base, por exemplo, e estes caminhos nos levam a outros, de modo que venhamos a esquecer dos primeiros passos dados, ou seja, saímos do texto base, não concluímos a leitura, não o retomamos e nos viciaremos a ler e adquirir conhecimentos pela metade, o que já vem sendo percebido por muitos pesquisadores da área.
É nesse contexto que o professor tem que ingressar nessa rede de hiperconexões, compreender seu funcionamento, entender esses aspectos positivos e negativos, e procurar orientar os alunos a buscarem utilizar a rede para pesquisa de um modo que eles de fato tenham um acréscimo relevante naquilo que se dispõem a aprender, não apenas tomar parte de uma informação e acreditar que a têm por completo. É um grande desafio, mas é aí que reside a emoção desta aventura.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A internet e o "emburrecimento"


Hoje cedo dei uma olhadela rápida no conteúdo da revista Carta na Escola, edição n° 61, e o artigo "Burros, muito burros demais", p. 57, me chamou a atenção.

Nesse artigo, Roberto Taddei comenta o livro de Nicholas Carr, "O que a internet está fazendo com nossos cérebros". De imediato pensei: "Novidade? Que nada! Eu já sabia disso há muito tempo. Pois sou professor de língua portuguesa e é muito comum encontrar alunos que, por acessarem muito a internet, acabam desenvolvendo uma preguiça mental enorme, haja vista já acharem tudo pronto e não refletirem sobre o que estão vendo ou lendo. E isso vai ficar impresso nos textos que eles produzem. Uma lástima!"

Todavia, ao me aprofundar na leitura e ao rememorar outros textos já lidos, percebi que o processo não é tão simples assim. Acredito que a internet afeta os cérebros de todos os seus usuários sim, mas de modos diferentes. Os que, segundo o autor, podem ser classificados como "burros" (discordo dessa visão), a internet torna ainda mais "burros". E os que são considerados "inteligentes", a internet dá um upgrade.

Isso acontece em todos os domínios da grande rede. Do mesmo modo como acontecia antes da existencia da internet. Havia os que buscavam os livros e os que os ignoravam, os que olhavam as figuras, os que liam trechos fora de contexto, os que buscavam apenas uma frase de efeito, ou simplesmente andavam com um livro debaixo do braço para parecerem cultos.

Claro que a pesquisa desse americano é muito extensa e seu livro circulará nas academias dos EUA, além de se tornar leitura obrigatória em muitas facudades do Brasil. E quem sou eu para opor minhas "desafinadas" considerações ao brilhante trabalho deste senhor? Mais ainda, concordo com quase tudo o que foi apresentado no artigo. Não li o livro ainda. Contudo quando meu ótimo salário permitir comprá-lo, com certeza andarei com ele ao menos debaixo do braço.